Geórgia lança ataque a separatistas da Ossétia do Sul
da France Presse, em Moscou
Forças do governo da Geórgia e rebeldes da Ossétia do Sul entraram novamente em "violento confronto" na noite desta quinta-feira perto de Tskhinvali (madrugada de sexta-feira no horário local), capital da república separatista da Ossétia do Sul, declarou o presidente deste território, Eduard Kokoity, à agência russa Interfax.
A Geórgia lançou um "assalto" à Ossétia do Sul e estão sendo registrados "combates" nas proximidades da capital regional, Tskhinvali, confirmou em seguida o ministério georgiano do Interior.
"Combates violentos estão acontecendo", disse Kokoity, qualificando o "ataque" contra Tskhinvali de ação "pérfida e vil" perpetrada pelo presidente georgiano, Mikhail Saakashvili.
Tiros de morteiros e de armas pesadas foram novamente disparados na noite desta quinta-feira contra Tskhinvali a partir das aldeias georgianas dos arredores, informaram as agências de notícias russas, citando autoridades da Ossétia do Sul.
Segundo o chefe das forças georgianas de manutenção da paz nesta região separatista, o governo da Geórgia resolveu "restaurar a ordem constitucional" na Ossétia do Sul.
"O governo georgiano decidiu restaurar a ordem constitucional na zona de conflito", anunciou o general Mamuka Kurashvili em uma declaração transmitida pelo canal de TV georgiano Rustavi-2.
Os enfrentamentos entre forças georgianas e separatistas na Ossétia do Sul deixaram pelo menos dez mortos nesta quinta-feira, segundo Tbilisi.
As tensões na Ossétia do Sul e na Abkházia, outra região separatista georgiana, aumentaram nos últimos meses. Os dois territórios contam com o apoio de Moscou.
Tensão aumenta
Mais cedo, o governo da Geórgia e separatistas da região da Ossétia do Sul afirmaram que houve uma intensa batalha na região na quarta-feira. Os dois lados trocaram acusações a respeito do início dos confrontos. De acordo com as autoridades da Ossétia do Sul, 18 pessoas ficaram feridas no tiroteio.
O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvilli afirmou nesta quinta-feira que não quer uma guerra na região --a Rússia já acusou o governo de começar o incidente e se preparar para uma guerra. "O confronto não é do interesse da Geórgia e eu tenho certeza que também não é do interesse da Rússia", disse Saakashvilli em entrevista à TV do país.
Ossétia do Sul e da Abkhazia tentam obter independência desde o início da década de 1990, quando o país se separou da União Soviética. A tensão nessas regiões aumentou nos últimos meses. As províncias separatistas tem a maioria da população de cidadania russa, e a Rússia dá apoio político e financeiro aos rebeldes. O local tem grande importância como rota de transporte de petróleo e gás natural.
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