Bombardeio na Ossétia do Sul mata 15 pessoas, dizem separatistas
da Efe, em Tbilisi
Aviões da Geórgia bombardearam nesta sexta-feira Tskhinvali (capital), na região separatista da Ossétia do Sul, matando ao menos 15 pessoas, afirmou o CIP (Comitê de Informação e Imprensa) do governo separatista. "Vários prédios no centro da cidade estão em chamas", disse à Agência Efe um porta-voz do CIP.
A ação das Forças Armadas georgianas ocorre pouco depois de um cerco à cidade, o qual foi precedido de violentos combates na região. O governo da Geórgia justifica a ação como forma de "restaurar a ordem constitucional" na Ossétia do Sul.
A Ossétia do Sul proclamou sua independência em 1992 após o desmoronamento da União Soviética e quer aderir à Federação Russa --da qual já faz parte a Ossétia do Norte. O território conta com o apoio de Moscou, embora a Geórgia critique os separatistas.
Geórgia lançou um "assalto" à Ossétia do Sul e estão sendo registrados combates nas proximidades da capital regional, Tskhinvali, confirmou o ministério georgiano do Interior. "Combates violentos estão acontecendo", disse o presidente da Ossétia do Sul, Eduard Kokoity, qualificando o "ataque" contra Tskhinvali de ação "pérfida e vil" perpetrada pelo presidente georgiano, Mikhail Saakashvili.
Tiros de morteiros e de armas pesadas foram novamente disparados na noite desta quinta-feira contra Tskhinvali a partir das aldeias georgianas dos arredores, informaram as agências de notícias russas.
As tensões na Ossétia do Sul e na Abkházia --que também conta com o apoio russo--, outra região separatista georgiana, aumentaram nos últimos meses.
Tensão aumenta
Mais cedo, o governo da Geórgia e separatistas da região da Ossétia do Sul afirmaram que houve uma intensa batalha na região na quarta-feira. Os dois lados trocaram acusações a respeito do início dos confrontos. De acordo com as autoridades da Ossétia do Sul, 18 pessoas ficaram feridas no tiroteio.
O presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvilli afirmou nesta quinta-feira que não quer uma guerra na região --a Rússia já acusou o governo de começar o incidente e se preparar para uma guerra. "O confronto não é do interesse da Geórgia e eu tenho certeza que também não é do interesse da Rússia", disse Saakashvilli em entrevista à TV do país.
Ossétia do Sul e da Abkhazia tentam obter independência desde o início da década de 1990, quando o país se separou da União Soviética. A tensão nessas regiões aumentou nos últimos meses.
As províncias separatistas tem a maioria da população de cidadania russa, e a Rússia dá apoio político e financeiro aos rebeldes. O local tem grande importância como rota de transporte de petróleo e gás natural.
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