Ossétia do Sul pede garantias de defesa à Rússia
da Folha Online
da Efe, em Tbilisi
As autoridades do território separatista da Ossétia do Sul pediram à Rússia que defenda seus cidadãos após a ofensiva lançada pela Geórgia, ao qual pertence a área, para "restaurar a ordem constitucional" da região. A maioria dos habitantes da Ossétia do Sul possui cidadania russa.
"O povo da Ossétia do Sul pede ajuda ao presidente e ao Executivo da Rússia, e que adotem medidas urgentes para defender os cidadãos que pertencem à Federação Russa", afirma em comunicado o Comitê de Informação e Imprensa do governo separatista.
Aviões Su-25 da Força Aérea da Geórgia bombardearam pela manhã a cidade de Tskhinvali, a capital da região separatista, deixando ao menos 15 mortos.
"Confiamos na intervenção urgente da Rússia, porque 90% de nossos habitantes são cidadãos russos", disse o representante da Ossétia em Moscou, Dmitri Medoyev, à agência de notícias Interfax.
A Ossétia do Sul proclamou sua independência em 1992 após o desmoronamento da União Soviética e quer aderir à Federação Russa --da qual já faz parte a Ossétia do Norte. O território conta com o apoio de Moscou, embora a Geórgia critique os separatistas.
Operação militar
O primeiro-ministro da Geórgia, Vladimir Gurguenidze, afirmou que "as tropas governamentais manterão suas ações até que a paz seja restabelecida", em mensagem transmitida pela TV aos cidadãos do país. "Nossas Forças Armadas se viram obrigadas a começar a restabelecer a paz", disse.
Gurguenidze afirmou que apesar das iniciativas da Geórgia pela paz, "os separatistas abriram fogo em massa contra aldeias georgianas".
O primeiro-ministro denunciou a chegada de voluntários à Ossétia do Sul a partir da república russa da Ossétia do Norte, região à qual os separatistas esperam se unir.
Ressaltou que o objetivo das Forças Armadas georgianas é garantir a segurança da população e eliminar grupos armados ilegais. "A Ossétia do Sul terá uma ampla autonomia, segundo padrões europeus, e os separatistas serão anistiados", completou Gurguenidze, que informou que há mortos e feridos nas ações desta sexta-feira.
"Na Geórgia, hoje é um dia de trabalho como qualquer outro. A maior expressão de patriotismo seria manter a tranqüilidade", pediu o primeiro-ministro na TV.
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