Brasileiro suspeito de assaltar banco continua internado em Portugal
da Folha Online
da Agência Lusa, em Lisboa
O brasileiro de 25 anos suspeito de tentar roubar uma agência bancária que foi baleado pela polícia de Portugal permanece internado em estado grave. Nesta sexta-feira, o Hospital São José atestou que ele não sofreu lesões neurológicas. O suposto comparsa dele no assalto, também brasileiro, de 35 anos, foi morto na ação.
Os nomes dos dois brasileiros não foram informados pela Polícia de Segurança Pública de Portugal (PSP). Por telefone, no entanto, o Comando Metropolitano de Lisboa da PSP disse à Folha Online a nacionalidade dos dois.
Mais cedo, em entrevista coletiva, o diretor da PSP, Oliveira Pereira, se recusou a informar a nacionalidade da dupla por não querer "estigmatizar ninguém". Os dois, segundo ele, estavam ilegalmente em Portugal, mas trabalhavam na construção civil "havia alguns meses".
De acordo com o hospital, o brasileiro permanece "sob o efeito de sedativos e submetido a ventilação mecânica, pelo menos por mais quatro dias", devido a uma "lesão da via aérea superior". Um novo boletim médico de ser emitido na próxima terça-feira (12).
O assalto envolvendo os suspeitos brasileiros ganhou repercussão porque eles mantiveram duas pessoas reféns por mais de oito horas e porque o desfecho da ação foi transmitido ao vivo pela TV daquele país.
Procurado, o Ministério das Relações Exteriores informou que não conhece a identidade confirmada dos suspeitos.
Crime
O crime ocorreu em uma agência do Banco Espírito Santo (BES), no bairro de Campolide, por volta das 15h (11h de Brasília) de ontem. Os rapazes brasileiros renderam seis pessoas, mas acabaram libertando quatro em seguida. Os dois que permaneceram reféns eram o gerente do banco e um funcionário.
Depois de mais de oito horas, a dupla tentou deixar o banco usando os reféns como escudo. Quando os quatro tentavam chegar a um carro que estava estacionado em frente à agência, os criminosos foram baleados.
Os dois reféns fugiram correndo. Eles precisaram de cuidados médicos, ao fim do assalto. Um deles foi atingido por estilhaços de vidro.

