Mundo
11/08/2008 - 11h58

Entrada da Geórgia na Otan ficou complicada, diz chanceler italiano

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da Ansa, em Roma

O ministro das Relações Exteriores da Itália, Franco Frattini, afirmou nesta segunda-feira que os conflitos entre a separatista Ossétia do Sul --apoiada pela Rússia-- e o governo da Geórgia complicam "a cada dia" as negociações para a admissão do país na Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Frattini, em declarações à emissora pública italiana RAI, observou que, em alguns países da União Européia, existe "inquietação", devido à "violência e ataques militares". "Esta situação afasta a negociação e gera outras complicações", disse.

Sobre a tentativa da União Européia de mediar o conflito junto ao chanceler francês Bernard Kouchner, Frattini explicou que a intenção "não é isolar a Rússia, mas silenciar as armas", e trazer a Ossétia do Sul de volta à situação anterior à explosão do conflito.

O chanceler italiano enfatizou que "a intervenção militar russa deve parar, assim como toda a ação e incursão georgiana".

Em declarações ao jornal "La Stampa", de Turim, Frattini se postulou contra a constituição de uma "coalizão européia anti-Rússia", acrescentando que Moscou deve "compreender que as operações de manutenção da paz, hoje confiadas exclusivamente às forças militares, deverão ser alvo de discussões com a comunidade internacional".

Frattini mantém prudência sobre a eventual participação da Itália em uma força de manutenção da paz na região. "Se Kouchner, após suas conversas com Moscou e Tbilisi, apresentar uma proposta na quarta-feira na reunião de chanceleres de Bruxelas e se decidir aceitá-la, nós a levaremos em consideração", concluiu o chanceler.

 

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