Conflito generalizado impede entrega de remédios na Geórgia
da Folha Online
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) já tem 15 toneladas de medicamentos e equipamentos médicos para enviar à Geórgia, mas encontra dificuldades para realizar a entrega, informou o porta-voz da organização no Brasil João Paulo Charleaux em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira.
Segundo fontes do CICV consultadas por Charleaux, a falta de corredores humanitários (regiões livres de ataques utilizadas para socorro de vítimas) inviabiliza a ajuda por enquanto. "Ainda não está sendo usado o corredor e, pior ainda, o conflito se estendeu para outras regiões", afirmou Charleaux.
A organização lançou nesta segunda-feira um apelo para arrecadar US$ 7,4 milhões, valor necessário para dar atendimento a 50 mil pessoas afetadas pelo conflito entre Rússia e Geórgia na região separatista da Ossétia do Sul.
O confronto já deixou cerca de 40 mil refugiados, de acordo com a Cruz Vermelha. Não há consenso sobre o número de mortos, mas ele seria de aproximadamente 2.000. A entidade planeja enviar 15 toneladas em medicamentos para a região esta semana.
O apelo pretende assegurar cuidados médicos e cirúrgico aos feridos e auxílio emergencial para os habitantes desalojados na Geórgia e Ossétia do Norte, além de civis que permaneceram na Ossétia do Sul. Isso inclui o envio de água potável para os residentes de Tskhinvali, capital da província separatista.
O CICV também tenta obter acesso às pessoas capturadas ou detidas em conexão com o conflito. Na manhã desta segunda a Cruz Vermelha visitou dois pilotos russos que foram feridos e estão em poder do governo georgiano.
Uma equipe de cirurgiões do CICV deve chegar à Geórgia nesta terça-feira para reforçar a equipe local, principalmente os que trabalham no hospital civil da cidade de Gori. A Cruz Vermelha norueguesa irá mandar um hospital de campanha para tratar feridos na Geórgia, se possível em Tskhinvali.
"Ainda é cedo para dizer quantas pessoas foram mortas ou feridos nos combates, mas nossas visitas aos hospitais confirmam que as instalações médicas locais estão recebendo um grande número de mortos e feridos", afirmou o vice-diretor de operações do CICV, Dominik Stillhart.
Outra prioridade do CICV é a distribuição de itens essenciais, como cobertores, materiais de higiene e panelas para os refugiados no conflito. Na Ossétia do Norte, o CICV trabalha com a divisão local da Cruz Vermelha e outras entidades humanitárias para providenciar auxílio as famílias que fugiram do conflito.
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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