Mundo
11/08/2008 - 16h44

Conflito generalizado impede entrega de remédios na Geórgia

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da Folha Online

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) já tem 15 toneladas de medicamentos e equipamentos médicos para enviar à Geórgia, mas encontra dificuldades para realizar a entrega, informou o porta-voz da organização no Brasil João Paulo Charleaux em entrevista à rádio CBN nesta segunda-feira.

Segundo fontes do CICV consultadas por Charleaux, a falta de corredores humanitários (regiões livres de ataques utilizadas para socorro de vítimas) inviabiliza a ajuda por enquanto. "Ainda não está sendo usado o corredor e, pior ainda, o conflito se estendeu para outras regiões", afirmou Charleaux.

A organização lançou nesta segunda-feira um apelo para arrecadar US$ 7,4 milhões, valor necessário para dar atendimento a 50 mil pessoas afetadas pelo conflito entre Rússia e Geórgia na região separatista da Ossétia do Sul.

O confronto já deixou cerca de 40 mil refugiados, de acordo com a Cruz Vermelha. Não há consenso sobre o número de mortos, mas ele seria de aproximadamente 2.000. A entidade planeja enviar 15 toneladas em medicamentos para a região esta semana.

O apelo pretende assegurar cuidados médicos e cirúrgico aos feridos e auxílio emergencial para os habitantes desalojados na Geórgia e Ossétia do Norte, além de civis que permaneceram na Ossétia do Sul. Isso inclui o envio de água potável para os residentes de Tskhinvali, capital da província separatista.

O CICV também tenta obter acesso às pessoas capturadas ou detidas em conexão com o conflito. Na manhã desta segunda a Cruz Vermelha visitou dois pilotos russos que foram feridos e estão em poder do governo georgiano.

Uma equipe de cirurgiões do CICV deve chegar à Geórgia nesta terça-feira para reforçar a equipe local, principalmente os que trabalham no hospital civil da cidade de Gori. A Cruz Vermelha norueguesa irá mandar um hospital de campanha para tratar feridos na Geórgia, se possível em Tskhinvali.

"Ainda é cedo para dizer quantas pessoas foram mortas ou feridos nos combates, mas nossas visitas aos hospitais confirmam que as instalações médicas locais estão recebendo um grande número de mortos e feridos", afirmou o vice-diretor de operações do CICV, Dominik Stillhart.

Outra prioridade do CICV é a distribuição de itens essenciais, como cobertores, materiais de higiene e panelas para os refugiados no conflito. Na Ossétia do Norte, o CICV trabalha com a divisão local da Cruz Vermelha e outras entidades humanitárias para providenciar auxílio as famílias que fugiram do conflito.

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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