Rússia diz não confiar em autoridades da Geórgia; presidente ordena fim dos ataques
da Folha Online
O Ministro de Relações Exteriores russo, Serguei Lavrov, afirmou em entrevista que a Rússia perdeu toda confiança nas "atuais autoridades georgianas", uma declaração vista como forte sinal de que o país não está disposto a negociar.
A declaração foi feita horas antes do presidente russo, Dmitri Medvedev, ordenar o fim da ação militar na Geórgia após cinco dias de ataques aéreos e com tanques que levaram as forças russas a várias partes do território georgiano.
| Arte/Folha Online |
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Lavrov afirmou que o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, deveria deixar a cadeira e seu Exército, sair da Ossétia do Sul para o "bem da região". Segundo Lavrov, a Rússia não negociaria com Saakashvili e "seria melhor que ele se fosse".
O ministro disse ainda que a assinatura de um pacto de não agressão com as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia é "única saída para o conflito".
"Durante meses, anos, a Rússia tentou insistentemente conseguir a assinatura de um pacto de não agressão entre Geórgia e Ossétia, entre Geórgia e Abkházia", disse o ministro, em entrevista coletiva.
Lavrov disse ainda que os membros diplomáticos ocidentais "não fizeram nada" para persuadir Tbilisi a assinar um pacto deste tipo. Nesta terça-feira, o presidente francês Nicolas Sarkozy chega a Moscou para conversar sobre o conflito e buscar trégua imediata.
Sarkozy vai se reunir com Medvedev e depois seguirá para Tbilisi para se encontrar com o georgiano Mikhail Saakashvili.
A França propôs nesta segunda-feira (11) que o Conselho de Segurança (CS) das Nações Unidas adote uma declaração pedindo por um cessar-fogo imediato, respeite a soberania da Geórgia e o retorno à situação de uma semana atrás, antes de forças georgianas entrarem na Ossétia do Sul.
Trégua sem paz
O presidente russo também adotou um tom pouco amigável ao pedir o fim da ação militar do país na Geórgia. Embora tenha dito que os militares puniram a Geórgia "o suficiente" por seu ataque à região separatista da Ossétia do Sul, ele reiterou que as tropas russas vão continuar "se defendendo" e pediu aos soldados que acabem com qualquer sinal de resistência da Geórgia.
"Se há quaisquer pontos de resistência ou qualquer ação agressiva, vocês devem tomar ações para destruí-los", disse ao ministro de Defesa em uma reunião televisionada.
A Geórgia lançou uma ofensiva contra a Ossétia do Sul na noite de quinta-feira passada (7) para reconquistar o controle da região. Conheça as origens do conflito
Medvedev fez o anúncio durante uma reunião televisionada com o ministro de Defesa, Anatoli Serdiukov, e o chefe de Estado Maior do Exército Russo, Nikolai Makarov.
"A segurança de nossos membros de paz e civis foi restaurada", disse Medvedev. "O agressor foi punido e sofreu perdas significativas. Suas forças militares foram desorganizadas", completou o líder.
Poucas horas antes do anúncio de Medvedev, o primeiro-ministro georgiano afirmou que o centro da cidade georgiana de Gori (25 km ao sul da Ossétia do Sul) foi bombardeado, em um ataque que incendiou dois edifícios. "Os prédios da Universidade de Gori estão em chamas", Vladimir Gurgenidze.
Já o chefe-adjunto do Estado Maior, Anatoli Nogovitsin, advertiu em entrevista que um cessar-fogo com a Geórgia não significa "que as tropas russas não vão realizar atividades militares de outro tipo, como exploração".
O general disse ainda que as tropas russos serão retiradas definitvamente da Ossétia do Sul quando garantirem a paz na região.
A crise começou na quinta-feira (7), quando a Geórgia, aliada próxima de Washington, enviou tropas para retomar a Ossétia do Sul, uma região aliada da Rússia que declarou sua independência da Geórgia em 1992. Moscou, que apóia a secessão do pequeno território, respondeu enviando tropas ao país vizinho.
Com agências internacionais
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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