Conflito entre Rússia e Geórgia deixa quase 100 mil deslocados, diz ONU
da Folha Online
O conflito entre a Rússia e a Geórgia na região da Ossétia do Sul já deixou quase 100 mil deslocados, informou nesta terça-feira o Ancur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados). A estimativa da agência se baseia em números fornecidos pelos governos dos dois países.
De acordo com uma nota divulgada pelo site da agência, autoridades russas na Ossétia do Norte indicaram que cerca de 30 mil pessoas da Ossétia do Sul continuam na Rússia. Já os georgianos afirmam que milhares saíram da Ossétia do Sul para o sul da própria Geórgia.
| Arte/Folha Online |
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A estimativa, citada pelo Acnur, é que até 12 mil pessoas estejam deslocadas dentro da própria região separatista e que também há movimentação dentro da própria Geórgia, incluindo a cidade de Gori --uma das maiores ao sul da Ossétia do Sul.
Uma equipe do Acnur que chegou a Gori no domingo (10) ouviu de autoridades locais que até 80% da população havia fugido, temendo novos ataques --o que equivaleria a cerca de 56 mil pessoas se deslocando. As autoridades dizem que a maioria foi na direção de Tbilisi e que voltaria para casa assim que a ameaça diminuir.
A crise começou na última quinta-feira (7), quando a Geórgia, aliada próxima de Washington, enviou tropas para retomar a Ossétia do Sul, uma região aliada da Rússia que declarou sua independência no começo dos anos 90. Moscou, que apóia a secessão do pequeno território, respondeu enviando tropas ao país vizinho. Entenda as causas do conflito.
Ajuda
O primeiro avião da agência da ONU para refugiados com o objetivo de ajudar os civis afetados pelo conflito russo-georgiano chegou à Geórgia na manhã desta terça, segundo a ONU. Ele transportava 34 toneladas de ajuda humanitária, incluindo tendas e cobertores.
Ainda segundo a agência das Nações Unidas, o envio de um segundo avião está agendado para amanhã. Os dois vôos proverão juntos mais de 70 toneladas de ajuda humanitária para até 30 mil pessoas e irão aumentar o estoque de alguns de itens já distribuídos pelo Acnur na Geórgia.
De acordo com uma nota divulgada pelo site do Acnur, a agência da ONU ofereceu apoio humanitário para os dois países. A agência ressaltou que já tem presença nos dois países, incluindo nas regiões da Ossétia do Norte (Rússia) e Ossétia do Sul (Geórgia).
Rússia
Também nesta terça-feira, o presidente russo, Dmitri Medvedev, anunciou o fim dos conflitos, mas impôs duas condições : a retirada das tropas georgianas e um acordo de não-uso de força militar.
| Mikhail Klimentyev/AP |
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| O presidente Dmitri Medvedev (à dir.)anunciou o fim dos conflitos, mas impôs condições |
Em encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, que foi a Moscou para tentar mediar trégua russa, Medvedev disse que somente negociará a paz se as condições forem cumpridas.
'Primeiro, as tropas georgianas devem retornar às suas posições iniciais e devem ser parcialmente desmilitarizadas", disse o líder russo. "Segundo, nós precisamos assinar um acordo de não-uso de força", completou.
Na manhã desta terça-feira, Medvedev ordenou o fim do conflito na Geórgia. Em reunião televisionada com o ministro da Defesa, ele reiterou, contudo, que a Rússia não vai retirar suas tropas e que combaterá qualquer foco de resistência dos georgianos.
Geórgia
Do outro lado do conflito, o presidente Mikhail Saakashvili disse, nesta segunda-feira, que seu país não se renderá, mesmo que as tropas russas ocupem o território georgiano.
Em entrevista à rede de televisão CNN, Saakashvili disse que os líderes russos "precisam saber que a Geórgia nunca se renderá".
Saakashvili, que mais cedo fez um discurso à nação, denunciando que "a maioria do território da Geórgia está ocupado", acusou a Rússia de premeditar sua ofensiva.
'Não importa o tamanho de seu Exército (russo), se não estavam preparando o ataque há meses e meses, pelo amor de Deus, como conseguiram mobilizar mil tanques em horas?!"
"Vamos até o final, porque uma vez perdemos nossa liberdade para a Rússia", acrescentou.
Manifestação
Dezenas de milhares de pessoas se reuniram nesta terça-feira junto à sede do Parlamento georgiano, em uma manifestação para exigir o fim da agressão da Rússia contra a Geórgia.
O presidente georgiano faria um discurso aos manifestantes, que fizeram um minuto de silêncio em memória das vítimas das ações militares.
"Não nos colocarão de joelhos" e "a nação georgiana não conhece o medo" são algumas das palavras de ordem dos participantes da manifestação.
O ministro de Reintegração da Geórgia, Temuri Yakobashvili, disse hoje que "a guerra não terminará até que saia o último ocupante" do território georgiano, em um comparecimento ao vivo pela televisão.
"Agora, começamos o componente diplomático desta guerra", disse o ministro georgiano, que não comentou o anúncio feito hoje pelo presidente russo sobre o fim das ações militares da Rússia na Geórgia.
Com agências internacionais
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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