Mundo
12/08/2008 - 22h45

"Não esquecemos das dificuldades", diz georgiana que vive no Rio

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CAROLINA MONTENEGRO
colaboração para a Folha Online

"Podem ter passado quase dez anos, mas nós não esquecemos. Nós nunca vamos esquecer das dificuldades na Geórgia", disse nesta terça-feira a georgiana Monika Tibilov, 44, que fugiu com marido e filhos da sua terra natal para o Rio, em 2001.

Sem falar uma palavra em português, ela largou para trás os conflitos, o frio e a falta de gás e luz na Geórgia. O marido Andro, 49, que tinha vindo ao Brasil nos anos 80 a trabalho --era cineasta-- foi quem escolheu o destino. A tiracolo vieram os filhos Diana e Vacili, na época com 16 e 11 anos, respectivamente.

Primeiro, a família viajou de carro para a Armênia, onde passou uma noite em um aeroporto até pegar um vôo para a Alemanha. Após mais duas noites de espera, eles embarcaram ao Brasil. "A gente fugiu porque eu sou georgiana e meu marido ossetiano. Quando vemos que o conflito não acabou e que ainda vai precisar de muito mais tempo para acabar, não penso em voltar, não", afirma Monika.

O casal, que pertence a grupos étnicos diferentes na Geórgia, temia que os filhos fossem perseguidos e virassem vítimas da intolerância.

Hoje, Monika e o marido trabalham com turismo, assessorando visitantes russos no Brasil. Os filhos ainda se preocupam com os amigos que deixaram na Geórgia e acompanham atentamente o noticiário desde a semana passada, quando os georgianos atacaram a separatista Ossétia do Sul, desencadeando uma ofensiva da Rússia.

"Eles aprenderam o português muito rápido, até conversam entre eles em português, mas comigo e com o pai falam em georgiano e ossetiano", acrescenta Monika.

Diana trabalha em uma joalheria e Vacili termina o ensino médio. O nome diferente do filho não impediu a adaptação no país: ganhou solução bem brasileira e virou "Vasco".

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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