Mundo
13/08/2008 - 04h03

Capital da Ossétia do Sul tem noite tranqüila após fim de operações militares

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da Efe, em Moscou

Tskhinvali, a capital da região separatista georgiana da Ossétia do Sul, passou uma noite tranqüila após o anúncio do fim das ações militares russas na região na terça-feira (12). Segundo as agências de notícias locais, não houve disparos de armamento pesado, artilharia e tanques.

"Praticamente não foram ouvidos disparos, salvo um ou outro tiro isolado", comunicou a agência oficial russa RIA Novosti. As autoridades da Ossétia do Sul informaram que não houve feridos por causa dos disparos isolados, qualificados de "provocação contra as tropas de paz russas".

Rússia e Geórgia aceitaram o plano apresentado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy --que exerce a presidência temporária da União Européia--, o qual prevê o retorno das tropas russas e georgianas a suas posições anteriores ao conflito.

Após visitas a Moscou e Tbilisi, Sarkozy conseguiu o consentimento de ambos países com o plano. Durante as viagens, o francês se encontrou com os presidentes Dmitri Medvedev (Rússia) e Mikhail Saakashvili (Geórgia).

"É um documento político. É um acordo de princípios, e eu acho que nós concordamos quanto a isso", afirmou Saakashvili em entrevista coletiva. "Deve haver um cessar-fogo." Segundo o líder francês, Rússia e Geórgia "devem começar a aplicar os termos já amanhã [quarta]".

O acordo prevê a renúncia ao uso da força por parte dos dois países; o fim definitivo das ações militares; o livre acesso de ajuda humanitária; e o retorno tanto de tropas da Rússia quanto da Geórgia às suas posições originais.

Pouco antes da chegada de Sarkozy a Moscou, Medvedev anunciou o fim das operações militares russas na Geórgia. "O objetivo da operação para impor a paz foi cumprido. A segurança das tropas de paz e dos cidadãos russos está garantida", disse Medvedev em alusão aos habitantes da Ossétia do Sul.

Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram quinta-feira (7), quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, uma região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia a secessão do pequeno território e mantêm forças de paz na região.

Os números relativos às vítimas são dissonantes. Enquanto a Rússia diz que 1.600 civis da Ossétia do Sul morreram; a Geórgia diz que há "quase 200" mortos e centenas de feridos. Nenhum dos números foi verificado por fontes independentes. A ONU afirmou nesta terça que quase cem mil pessoas tiveram de sair de suas casas.

 

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