Bush envia secretária de Estado e ajuda humanitária à Geórgia
da Folha Online
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, anunciou nesta quarta-feira que enviará secretária de Estado do país, Condoleezza Rice, para ajudar nas negociações de cessar-fogo entre sua aliada, a Geórgia, e a Rússia. Os dois países estão em conflito há seis dias devido a uma ofensiva da Geórgia à região separatista da Ossétia do Sul, aliada da Rússia.
Veja como evoluíram os conflitos
Entenda os interesses envolvidos
Confira a repercussão no mundo
Ontem (12), os presidentes da Geórgia, Mikhail Saakashvili, e da Rússia, Dmitri Medvedev, assinaram um acordo de cessar-fogo proposto pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy --cujo país preside atualmente a União Européia. No entanto, em poucas horas, a Geórgia acusou a Rússia de desrespeitar o cessar-fogo.
| Arte/Folha Online |
![]() |
Nesta quarta, Saakashvili afirmou à rede de TV CNN que, ao invés de recuar, como previa o acordo, as forças russas estão avançando para a capital georgiana, Tbilisi, e tentando sitiá-la. Mais cedo, ele já havia afirmado também que tanques russos tinham atirado contra habitantes da cidade de Gori.
O comando militar da Rússia nega as acusações.
"Os Estados Unidos defendem o governo democraticamente eleito da Geórgia e insiste para que a soberania e a integridade territorial do país sejam respeitadas", disse Bush. Conforme o anúncio, Rice irá primeiro a Paris e, depois, a Tbilisi.
Bush afirmou ainda que irá enviar grande ajuda humanitária em aviões e navios dos EUA. De acordo com o presidente dos EUA, um avião militar carregado de suprimentos já decolou com destino à região dos combates. Bush pediu que a Rússia mantenha abertas "todas as linhas de comunicação e transporte, incluindo portos, rodovias e aeroportos".
O anúncio do pacote dos EUA vem depois de o Rasmussen divulgar pesquisa segundo a qual Bush é considerado o pior presidente da história da potência por 41% dos americanos.
Cessar-fogo
O acordo assinado ontem pelas autoridades georgiana e russa previa, entre outros pontos, a a renúncia ao uso da força por parte dos dois países; o fim definitivo das ações militares; o livre acesso de ajuda humanitária; e o retorno tanto de tropas de ambas as partes às suas posições originais.
| David Mdzinarishvili /Reuters |
![]() |
| O presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Geórgia, Mikheil Saakashvili, anunciam acordo com a Rússia a jornalistas |
Originalmente, o documento previa também debates sobre o futuro das áreas separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia. Para contar com o apoio de Saakashvili, porém, esse item teve que ser eliminado --o georgiano espera retomar controle sobre a área.
Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram quinta-feira (7), quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, uma região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia a secessão do pequeno território e mantêm forças de paz na região.
Com agências internacionais
Leia mais
- Presidente georgiano acusa Rússia de tentar sitiar capital do país
- Geórgia diz que tanques russos em Gori violam acordo de cessar-fogo
- Questões psicológicas, econômicas e políticas motivaram Rússia
- Geórgia aproveitou Olimpíada para atacar Ossétia, dizem analistas
- Rússia e Geórgia aceitam trégua proposta pela UE
- Capital da Ossétia do Sul tem noite tranqüila após fim de operações militares
- EUA cancelam exercícios navais com Rússia em protesto contra invasão
- Rússia e Geórgia assinam acordo; capital separatista fica destruída
- Vídeo: Editora de Mundo fala de "interesses" da guerra
- Áudio: Para ex-correspondente, Georgia fracassou na tática
Livraria da Folha
- "Rumo a Uma Nova Guerra Fria" analisa política externa dos EUA
- Livro analisa o problema energético mundial e suas questões políticas, econômicas e ambientais
- LIVRARIA: Veja livros sobre temas internacionais em oferta
Especial




avalie fechar
avalie fechar
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
avalie fechar