Mundo
14/08/2008 - 11h57

McCain lança proposta de tecnologia para aumentar empregos na área

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da Folha Online

Criticado como opositor à tecnologia, o candidato republicano à Casa Branca, John McCain lançará agenda de tecnologia na qual propõe mais empregos do "século 21" e um incentivo fiscal de 10% para empresas que contratarem trabalhadores da área.

O plano intitulado "John McCain e a Inovação Americana" será divulgado nesta quinta-feira, em seu site de campanha.

Segundo a campanha de McCain, o crédito fiscal é uma maneira de incentivar as companhias a contratarem empregos americanos ao invés de buscar funcionários mais baratos em outros países.

"O crédito fiscal ajudará a manter estes empregos em casa", disse Meg Whitman, ex-chefe-executiva da eBay e uma das principais assessores do senador na área.

Mesmo com um plano maior de criar empregos domésticos na área, o senador McCain também proporá a expansão de um programa que permite que trabalhadores estrangeiros convidados preencham a curto prazo a falta de mão-de-obra qualificada. Uma medida que deve agradar as grandes companhias da área.

Além dos incentivos para ampliar os empregos na área, McCain reitera sua oposição à taxas sobre Internet e à neutralidade da rede, a idéia de que os provedores devem tratar todo tráfico da rede igualmente.

Assim como defendia na crise financeira e de crédito mobiliário no começo da campanha, McCain propõe que o Congresso não se envolva com a regulamentação da Internet, um trabalho que deve ser deixado aos órgãos reguladores federais.

Vagas

Mas o objetivo central do plano é mesmo criar "empregos do século 21, bons, com altos salários e orientados pela inovação", aponta o porta-voz republicano Taylor Griffin em reportagem do jornal "The Wall Street Journal".

Assim, McCain marca uma agenda tecnológica sem sair de um dos temas mais crucias para a votação deste ano, criação de empregos. Segundo Meg, o plano tecnológico do senador será apresentado como parte de um plano econômico mais amplo.

A agenda é, aponta o jornal, resultado de meses de trabalho de vários assessores de McCain na área, incluindo o diretor da Comissão Federal de Comunicações, Michael Powell.

O tema da tecnologia tem ficado esquecido tanto por McCain quanto por seu rival democrata, Barack Obama --um esquecimento compreensível já que a Internet raramente está entre as maiores preocupações dos eleitores.

Contudo, para o veterano McCain, 71, o assunto é mais crítico. Não apenas pela idade mas pelos sinas óbvios de que, como ele próprio disse, não usa "a Internet tanto quanto" sus mulher e filhos.

Obama

Obama, 47, divulgou no ano passado, quando ainda concorria à nomeação democrata, um plano de tecnologia com propostas como pressionar uma maior divisão do controle das mídias, garantir a Internet livre e encorajar preços mais baixos para aumentar o acesso à rede.

Em um discurso no quartel do Google, ele propôs a criação de um "Escritório de Tecnologia" nacional e pediu mais transparência nas informações que o governo disponibiliza online, aponta "Wall Street".

Como propôs na crise de crédito, Obama defendeu um programa de subsídio federal que pagaria pelos serviços de telefone em áreas rurais e de baixa renda para incentivar a instalação de serviços de Internet.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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