Após reunião com Sarkozy, Rice diz que Rússia deve honrar cessar-fogo
da Folha Online
Depois de um encontro com o presidente francês, Nicolas Sarkozy, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, afirmou que a Rússia deve honrar o cessar-fogo estabelecido com a Geórgia. Ela levará à capital georgiana, Tbilisi, um acordo formal para que seja assinado pelo presidente Mikhail Saakashvili.
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Rice --que está na Europa como parte de uma missão diplomática emergencial que mostra o apoio dos EUA à Geórgia-- lembrou que o presidente russo, Dmitri Medvedev, prometeu parar as operações militares de seu país na Geórgia. "Esperamos que cumpra o prometido", disse Rice à imprensa.
| Arte/Folha Online |
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"Os Estados Unidos defendem a integridade territorial da Geórgia. O país é membro das Nações Unidas e suas fronteiras internacionalmente reconhecidas devem ser respeitadas", afirmou Rice. Segundo ela, "é hora de a crise acabar".
"O cessar-fogo acordado deve ser colocado em prática. E isso significa que as atividades militares devem cessar", acrescentou a secretária norte-americana, que deve ir à Tbilisi amanhã.
Já o presidente francês, cujo país ocupa a Presidência rotativa da União Européia (UE), anunciou que Rice leva à Geórgia "uma série de documentos" destinados a "consolidar a trégua" e permitir o começo da retirada russa.
| Philippe Laurenson/AP |
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| Secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, se reúne com Nicolas Sarkozy |
Em um comunicado divulgado pela Presidência francesa, Sarkozy e Rice disseram acreditar que o protocolo de acordo de seis pontos aprovado pelos presidentes russo e georgiano "deve ser assinado sem demora por ambas as partes, para consolidar o cessar das hostilidades e acelerar a retirada das forças russas para suas posições de 7 de agosto passado".
"Se amanhã o presidente georgiano Saakashvili firmar esses documentos, então poderá começar a retirada das tropas russas", disse Sarkozy.
Sarkozy e o ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, receberam Rice nesta tarde no Forte de Brégançon (sudeste da França).
O encontro, segundo Sarkozy, mostrou "uma identidade muito grande de pontos de vista entre nossos dois países e a vontade de obter a paz, a retirada das forças militares russas da Geórgia e o respeito à soberania, à independência e à integridade desse país".
Apoio
Nesta quinta-feira, o presidente russo afirmou que seu país vai apoiar a posição das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e Abkházia em conversas sobre o "status futuro" destas áreas.
"Por favor, saibam que a posição da Rússia não mudou. Nós vamos apoiar quaisquer decisões tomadas pelos povos da Ossétia do Sul e da Abkházia (...) e não somente apoiá-las, mas iremos garanti-las tanto no Cáucaso quanto por todo o mundo", disse Medvedev, citado pela a agência de notícias Interfax.
| Dmitry Astakhov/AP |
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| Presidente russo, Dmitri Medvedev, encontra líderes das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia |
Medvedev disse que um acordo sobre o não-uso de força na zona de conflito deveria ser assinado por todas as partes do conflito sob as garantias da Rússia, União Européia e da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa.
Com o anúncio de apoio de Medvedev, os presidentes das regiões separatistas pró-russas da Abkházia e da Ossétia do Sul afirmaram estar determinados a se tornar independentes da Geórgia.
"A aspiração do povo da Ossétia do Sul à independência continua sem mudanças. Obteremos a independência em estrita conformidade com as regras do direito internacional", afirmou o presidente osseta, Edouard Kokoiti.
"No que diz respeito a nossa independência, nenhuma força vai nos deter. O objetivo será fixado e iremos até o fim juntos", acrescentou o presidente da Abkházia, Serguei Bagapch.
Gori
Também nesta quinta-feira, ao menos 20 explosões foram ouvidas perto da cidade estratégica georgiana de Gori, no momento em que uma retirada de tropas russas da região parece ter falhado. Não foi possível determinar imediatamente se elas seriam um reinício dos confrontos entre as forças russas e georgianas, mas o barulho parecia similar ao de morteiros.
De acordo com a agência de notícias France Presse, homens armados ameaçaram funcionários das Nações Unidas em Gori e roubaram os veículos em que viajavam.
Os funcionários, que viajavam num comboio de três veículos, tiveram de abandoná-los sob a mira de uma pistola, informou o coordenador da ONU na Geórgia, Robert Watkins.
Gori, cidade estratégica próxima à região separatista georgiana da Ossétia do Sul, está sob controle do Exército russo e foi cenários de vários saques e abusos.
Com agências internacionais
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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