Reconstrução após terremoto na China custará US$150 bi
da France Presse, em Pequim
A reconstrução de regiões do sudeste da China, devastadas por um forte terremoto em maio, custará cerca de US$ 150 bilhões, informou nesta quinta-feira o governo chinês.
Os 51 condados e cidades mais afetados pelo tremor precisarão de 1 trilhão de iuanes (US$ 145,7 bilhões), estimou a Comissão de Reforma e Desenvolvimento Nacional, uma agência de planejamento do governo, em sua página na internet.
Para efeito de comparação, no ano passado a China arrecadou em impostos um total de 4,9 bilhões de iuanes.
O montante para a reconstrução pós-terremoto também é mais de três vezes superior aos gastos totais do governo chinês para abrigar a Olimpíada, que já é tida como a mais cara da história. Os Jogos de Pequim custaram US$ 42 bilhões, contra US$ 16 bilhões das Olimpíadas de Atenas quatro anos antes.
Serão reconstruídos um total de 4.432 escolas e 169 hospitais, segundo um plano oficial divulgado no site da comissão. Este ano, o governo irá disponibilizar US$ 10 bilhões para a reconstrução.
O projeto, de 59 páginas, foi divulgado para pedir opiniões e sugestões do público até dia 24.
O terremoto de 8 graus na escala Richter de magnitude atingiu o sudoeste da China, dia 12 de maio, e deixou 80 mil mortos e desaparecidos. Segundo números do governo, o prejuízo somou 943,8 bilhões de iuanes.
Estima-se que cerca de 7.000 escolas e 9.000 estudantes e professores morreram, como consequência do terremoto.

