Líbia e EUA assinam acordo para indenização a vítimas de terrorismo
da Folha Online
A Líbia e os Estados Unidos assinaram nesta quinta-feira um acordo para indenizar todas as vítimas americanas e líbias de bombardeios, abrindo caminho para Washington e Tripoli retomarem relações diplomáticas.
Entre as vítimas americanas beneficiadas estão os parentes dos 270 mortos na explosão do avião Pan Am 103 sobre Lockerbie, na Escócia, em 1988; e dos três mortos em um ataque a uma discoteca em Berlim que feriu 229 pessoas, em 1986.
Familiares de 40 líbios mortos em 1986, quando aviões americanos bombardearam Trípoli e Benghaze, também receberão compensações financeiras.
"Isto representa uma nova página em nosso relacionamento", afirmou o secretário de Estado para Assuntos do Oriente Próximo dos EUA, David Welch, durante a cerimônia de assinatura do tratado em Trípoli.
"Este acordo internacional entre os dois lados encerra qualquer assunto pendente entre Trípoli e Washington. Abre o caminho para a restauração das relações entre a Líbia e os EUA", acrescentou Azzam Eddine do time de negociação da Líbia.
Os laços entre a Líbia e os EUA melhoraram sensivelmente desde 2003, quando o governo líbio assumiu a responsabilidade pela explosão de Lockerbie e declarou que estava abandonando suas atividades nucleares.
Desde então, os EUA derrubaram muitas sanções econômicas contra o país, retiraram a Líbia de sua lista negra de terrorismo e retomaram laços diplomáticos, após décadas de inimizade.
Após o acordo, que também prevê imunidade ao governo líbio contra novos processos por terrorismo, foi agendada uma visita da secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, a Trípoli ainda este ano.
Com "Le Monde"
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