Mundo
14/08/2008 - 22h11

Rice chega à Geórgia nesta sexta; russos continuam em Gori, diz CNN

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da Folha Online

Chega nesta sexta-feira à capital da Geórgia a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice. O objetivo da viagem é convencer o presidente daquele país, Mikhail Saakashvili, aliado da potência, a assinar um cessar-fogo com a vizinha Rússia.

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Segundo o presidente da França e atual presidente da União Européia, Nicolas Sarkozy, se Saakashvili assinar os papéis levados por Rice, as tropas russas começarão a se retirar do território georgiano de volta às posições que ocupavam na semana passada, antes do início do confronto --ou seja, nos arredores da região da Ossétia do Sul, área separatista pró-Rússia.

Arte/Folha Online
mapa ossétia

De acordo com militares americanos, porém, há informações de que as tropas russas já estão recuando. De acordo com a rede de TV CNN, nas primeiras horas da manhã de sexta (horário local), os russos mantinham o controle sobre Gori, cidade estratégica próxima à Ossétia do Sul. "Enquanto isso, há notícias de movimentação de veículos russos em direção a Poti, cidade portuária que fica na região oeste da Geórgia", afirmou a TV.

Nos últimos dois dias, os EUA acirraram as ameaças à Rússia, em caso de descumprimento da trégua.

Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA, George W. Bush, repetiu o pedido para que a Rússia respeite a trégua e a integridade territorial da Geórgia. Em entrevista, o secretário de Defesa, Robert Gates, disse que, se a rival atacar a Geórgia, as relações entre EUA e Rússia "podem ficar prejudicadas pelos próximos anos". "Os EUA gastaram 45 anos se esforçando para evitar um enfrentamento militar com a Rússia. Eu não vejo razão para mudar essa abordagem hoje."

ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, disse estar "extremamente preocupado" com a situação humanitária na Geórgia. Horas antes, o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, havia dito não ter conhecimento de nenhuma reclamação da organização em relação ao acesso de ajuda humanitária aos civis atingidos pelo conflito.

O presidente da Geórgia já afirmou que quer acusar a Rússia de limpeza étnica. "Eu posso provar isso perante as organizações internacionais", disse.

Separatistas

Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram quinta-feira (7), quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, uma região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia a secessão do pequeno território e mantêm forças de paz na região.

Dmitry Astakhov/AP
Presidente russo, Dmitri Medvedev, encontra líderes das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia
Presidente russo, Dmitri Medvedev, encontra líderes das regiões separatistas georgianas da Ossétia do Sul e da Abkházia

De acordo com a agência de notícias Interfax, o presidente russo reiterou nesta quinta que apóia os separatistas. "Por favor, saibam que a posição da Rússia não mudou. Nós vamos apoiar quaisquer decisões tomadas pelos povos da Ossétia do Sul e da Abkházia (...) e não somente apoiá-las, mas iremos garanti-las tanto no Cáucaso quanto por todo o mundo."

Com o anúncio de apoio de Medvedev, os presidentes das regiões separatistas também divulgaram mensagens. "A aspiração do povo da Ossétia do Sul à independência continua sem mudanças. Obteremos a independência em estrita conformidade com as regras do direito internacional", afirmou o presidente osseta, Edouard Kokoiti.

"No que diz respeito a nossa independência, nenhuma força vai nos deter. O objetivo será fixado e iremos até o fim juntos", acrescentou o presidente da Abkházia, Serguei Bagapch.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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