Mundo
14/08/2008 - 22h11

Oposição diz ser alvo de intimidação pré-eleitoral em Angola

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da Lusa, em Luanda

Às vésperas das eleições parlamentares, a oposição angolana acusou nesta quinta-feira o partido do governo de atacar uma delegação que fazia campanha na cidade de Londuimbali, na região central do país.

Em comunicado, a União Nacional para a Independência Total de Angola (Unita) afirma que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, no poder) realizou um "ataque violento" com "mais de 100 agressores" munidos de "pedras e paus" a uma delegação que fazia campanha da oposição na Província de Huambo.

Segundo a Unita, o ataque ocorreu na tarde de quarta-feira, e só foi contido quando a polícia dispersou os agressores, atirando para o ar.

O porta-voz nacional da polícia angolana, Carmo Neto, confirmou o incidente, destacando que a intervenção dos agentes da polícia "evitou o pior".

Pleito em risco

Na quarta-feira, a organização internacional de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch advertiu que a intimidação aos partidos da oposição e à mídia em Angola ameaçam a transparência das eleições parlamentares, em setembro.

Num documento divulgado na internet, a entidade acusa o governo angolano de não garantir "plenamente" o direito de eleições livres e de expressão.

"Um mês antes das eleições está claro que os angolanos não podem fazer campanha eleitoral sem intimidações ou pressões. A menos que esta situação mude agora, os angolanos não serão capazes de exercer o seu voto de maneira livre", disse Georgette Gagnon, diretora para África da organização.

No dia 5 de setembro, os angolanos votarão em uma nova Assembléia Nacional, nas primeiras eleições desde 1992, quando foram realizadas simultaneamente eleições parlamentares e presidenciais. A cena política ainda é marcada pela instabilidade no país, que encerrou uma gerra civil de 27 anos em 2002.

 

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