Mundo
15/08/2008 - 08h08

Obama detalha seu plano tarifário para tentar acalmar empresários

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, tentou acalmar os críticos e os empresários aflitos com o detalhamento da proposta tarifária de seu possível governo. O senador por Illinois propôs aumentar as tarifas sobre rendimentos de investimentos e expandir os descontos sobre o pagamento --uma proposta que alguns dizem que vai apenas piorar a economia e prejudicar os trabalhadores.

Ainda de férias no Havaí, Obama convocou seu time de conselheiros econômicos para detalhar seu plano para o tema --o mais importante nas eleições deste ano. Segundo seus assessores, o aumento de tarifas sobre rendas será de 15% a 20% para indivíduos que ganham mais de US$ 200 mil anuais e famílias que ganham mais de US$ 250 mil anuais.

Já os descontos sobre pagamento aumentarão entre 2% e 4% para quem ganha mais de US$ 250 mil anuais, um plano que, contudo, será aplicado somente a longo prazo, aponta reportagem do "Wall Street Journal".

Para Jason Furman, diretor de política econômica de Obama, o plano democrata reduziria as taxas para menos de 18,2%. "Esta taxa é mais baixa do que o nível de taxas de quando Ronald Reagan foi presidente [1981 a 1989]", disse ao "Wall Street".

Mas, para os críticos, o plano de Obama vai apenas ampliar a desaceleração econômica vivida pelos EUA e prejudicar os trabalhadores.

"A economia dos EUA está em uma situação complicada, Nós temos uma crise de crédito, alta do preço do petróleo, esta não é a hora de aumentar as tarifas de ninguém", disse John Taylor, economista da Universidade de Stanford e conselheiro do republicano John McCain.

"Quando as tarifas sobre investimentos estão maiores, afetam o comportamento das empresas porque nós vemos uma retração das companhias pagando dividendos", disse Bruce Josten, vice-presidente da Câmara de Comércio dos EUA.

Renda

A idéia central do plano de Obama é ampliar o orçamento federal para não apenas recuperar o enorme déficit que o próximo presidente herdará de George W. Bush, mas para justificar os projetos de subsídios para programas sociais, de saúde e para as famílias prejudicadas na crise imobiliária.

Assim, Obama propõe aumentar o imposto apenas dos mais ricos --uma medida muito popular e que encontra apoio entre os trabalhadores de baixa renda. Segundo o plano democrata, cerca de 17 milhões de americanos de baixa renda seriam isentos de impostos de renda.

A campanha do senador especula ainda um aumento de US$ 100 bilhões anuais no orçamento somente com o fim do corte de impostos aos mais ricos aprovados no governo Bush.

Seus conselheiros econômicos explicaram nesta quinta-feira que, até o quarto ano do mandato de Obama, o governo deve poupar ainda outros US$ 90 bilhões com o fim da guerra do Iraque.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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