Obama detalha seu plano tarifário para tentar acalmar empresários
da Folha Online
O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, tentou acalmar os críticos e os empresários aflitos com o detalhamento da proposta tarifária de seu possível governo. O senador por Illinois propôs aumentar as tarifas sobre rendimentos de investimentos e expandir os descontos sobre o pagamento --uma proposta que alguns dizem que vai apenas piorar a economia e prejudicar os trabalhadores.
Ainda de férias no Havaí, Obama convocou seu time de conselheiros econômicos para detalhar seu plano para o tema --o mais importante nas eleições deste ano. Segundo seus assessores, o aumento de tarifas sobre rendas será de 15% a 20% para indivíduos que ganham mais de US$ 200 mil anuais e famílias que ganham mais de US$ 250 mil anuais.
Já os descontos sobre pagamento aumentarão entre 2% e 4% para quem ganha mais de US$ 250 mil anuais, um plano que, contudo, será aplicado somente a longo prazo, aponta reportagem do "Wall Street Journal".
Para Jason Furman, diretor de política econômica de Obama, o plano democrata reduziria as taxas para menos de 18,2%. "Esta taxa é mais baixa do que o nível de taxas de quando Ronald Reagan foi presidente [1981 a 1989]", disse ao "Wall Street".
Mas, para os críticos, o plano de Obama vai apenas ampliar a desaceleração econômica vivida pelos EUA e prejudicar os trabalhadores.
"A economia dos EUA está em uma situação complicada, Nós temos uma crise de crédito, alta do preço do petróleo, esta não é a hora de aumentar as tarifas de ninguém", disse John Taylor, economista da Universidade de Stanford e conselheiro do republicano John McCain.
"Quando as tarifas sobre investimentos estão maiores, afetam o comportamento das empresas porque nós vemos uma retração das companhias pagando dividendos", disse Bruce Josten, vice-presidente da Câmara de Comércio dos EUA.
Renda
A idéia central do plano de Obama é ampliar o orçamento federal para não apenas recuperar o enorme déficit que o próximo presidente herdará de George W. Bush, mas para justificar os projetos de subsídios para programas sociais, de saúde e para as famílias prejudicadas na crise imobiliária.
Assim, Obama propõe aumentar o imposto apenas dos mais ricos --uma medida muito popular e que encontra apoio entre os trabalhadores de baixa renda. Segundo o plano democrata, cerca de 17 milhões de americanos de baixa renda seriam isentos de impostos de renda.
A campanha do senador especula ainda um aumento de US$ 100 bilhões anuais no orçamento somente com o fim do corte de impostos aos mais ricos aprovados no governo Bush.
Seus conselheiros econômicos explicaram nesta quinta-feira que, até o quarto ano do mandato de Obama, o governo deve poupar ainda outros US$ 90 bilhões com o fim da guerra do Iraque.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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