Escudo dos EUA no Leste Europeu é ameaça, afirma Rússia
da Folha Online
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, afirmou nesta sexta-feira que a atuação do país é a "garantia de segurança" do Cáucaso e criticou o acordo firmado ontem (14) entre Polônia e Estados Unidos para a instalação de um escudo antimísseis americano em território polonês. "O desenvolvimento de novas forças antimísseis têm como alvo a Rússia", acusou Medvedev.
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Mais cedo, o general Anatoly Nogovitsyn, integrante do comando militar russo, havia dito que o escudo deixou a Polônia "100% exposta a ataques" e insinuou que a Rússia está disposta a atacar a Polônia, caso o escudo seja usado contra o país. Nogovitsyn afirmou que a doutrina militar russa prevê a realização de ofensivas "a aliados de países que têm armas nucleares, se eles os ajudarem de alguma forma".
| Arte/Folha Online |
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O acordo para a construção do escudo antimísseis dos EUA na Polônia prevê que, em troca, os EUA irão se comprometeram a reforçar as defesas aéreas polonesas e a ajudar o país a melhorar suas Forças Armadas. Trata-se de acordo semelhante ao firmado entre os EUA e a República Tcheca, em julho passado.
O novo escudo dos EUA no Leste Europeu acirra ainda mais a guerra de nervos entre EUA e Rússia. Nos últimos dias, os EUA elevaram o tom das críticas à rival devido ao conflito com sua aliada, a Geórgia.
Nesta sexta-feira, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, encontra o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, para formalizar um cessar-fogo.
| Misha Japaridze/AP |
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| Dmitri Medvedev (dir.) dá entrevista ao lado da alemã Angela Merkel |
Segundo o presidente da França e atual presidente da União Européia, Nicolas Sarkozy, que conduziu as negociações entre Geórgia e Rússia na maior parte do tempo, os russos só sairão do país vizinho depois que Saakashvili assinar o acordo de paz.
Na manhã desta sexta (horário local), as tropas russas ocupavam quatro cidades georgianas --Gori, Poti, Senaki e Zugdidi.
O documento obriga tanto a Geórgia quanto a Rússia a renunciar ao uso da força.
Bush
O presidente dos EUA, George W. Bush, reiterou suas críticas à Rússia pelo terceiro dia consecutivo. Nesta sexta-feira, na Casa Branca, ele afirmou que "uma relação de conflito com a Rússia não é interessante para os EUA, assim como uma relação de conflito com os EUA não é interessante para a Rússia".
Em outras ocasiões, Bush pediu à Rússia que respeitasse a soberania e a integridade territorial da Geórgia.
Separatistas
Na entrevista em que comentou o acordo entre Polônia e EUA, o presidente russo disse ainda que não acredita que as regiões separatistas da Geórgia --Ossétia do Sul e Abkházia, ambas pró-Rússia-- possam conviver com os georgianos, "depois do que aconteceu". De acordo com Medvedev, são as tropas de paz russas que garantem a paz na região.
Depois de receber o apoio de Medvedev, ontem, o presidente da Ossétia do Sul, Eduard Kokoiti, afirmou que não vai permitir que os georgianos que abandonaram suas casas no território separatista por causa do confronto entre Geórgia e Rússia retornem à região.
Há oito dias, a Geórgia realizou uma ofensiva para tentar retomar o controle sobre a Ossétia do Sul. Rapidamente, a Rússia reagiu. Os números de vítimas do conflito são dissonantes e ainda não foram checados por órgãos independentes. Enquanto a Rússia diz que 1.600 civis da Ossétia do Sul morreram; a Geórgia diz que há "quase 200" mortos.
"Cluster"
Nesta sexta, a Human Rights Watch (Observatório dos Direitos Humanos, em inglês) divulgou um documento no qual denuncia a utilização de bombas de dispersão --as chamadas bombas "cluster"-- por parte dos russos em áreas georgianas ocupadas por civis. Conforme a ONG, as bombas mataram 11 e "feriram dúzias" de pessoas em Ruisi e no centro de Gori.
O Estado Maior das Forças Armadas da Rússia negou as denúncias.
Ontem, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse estar "extremamente preocupado" com a situação humanitária na Geórgia. O presidente da Geórgia já afirmou que pretende acusar a Rússia de limpeza étnica, perante órgãos internacionais.
Com agências internacionais
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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