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18/08/2008 - 12h36

Veja a biografia de Mitt Romney, provável candidato a vice de McCain

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Colaboração para a Folha Online

Ex-governador republicano de Massachusetts, Willard Mitt Romney é o preferido dos eleitores para a chapa republicana. Ele foi um dos pré-candidatos do partido nas primárias deste ano e, mórmon devoto e empresário bem-sucedido, pode trazer dinheiro e eleitores a John McCain.

Nascido em 12 de março de 1947, em Detroit, Michigan, Romney vem de uma família de políticos republicanos. Seu pai George W. Romney foi governador de Michigan e candidato à Presidência em 1968, tendo perdido a indicação para Richard Nixon. Sua mãe foi candidata ao Senado em 1970, mas perdeu a eleição.

Formado em Administração de Empresas pela Brigham Young University e com MBA pela Harvard University, Romney rapidamente construiu carreira como executivo. Em 1978, se tornou vice-presidente da Bain & Company, uma firma de consultoria sediada em Boston. Em 1984, fundou a Bain Capital, divisão de investimentos e "private equity" da Bain & Company.

Gerald Herbert-14fev.08/AP
Republican presidential hopeful, Sen. John McCain, R-Ariz., left, shakes hands with former presidential candidate Mitt Romney during a news conference in Boston, Thursday, Feb. 14, 2008, where Romney announced his endorsement of McCain. (AP Photo/Gerald Herbert)
Empresário Mitt Romney (esq.) é uma das apostas para vice-presidente de McCain

Romney comandou a empresa por 14 anos, e ela se tornou uma das mais bem sucedidas firmas de investimentos americanas, através da compra de ações de novas empresas de sucesso. Concorreu ao Senado por Massachussets em 1994, mas perdeu para Ted Kennedy, político mais forte do Estado.

Em 1998, ele deixou a Bain & Company para ser o executivo-chefe da Olimpíada de Inverno de Salt Lake City. A organização dos Jogos estava com um déficit de US$ 374 milhões, que Romney conseguiu zerar --conquista que o levou ao reconhecimento nacional. Capitalizando no sucesso dos Jogos, ele lançou candidatura ao governo de Massachusetts.

Em campanha, preferia usar apresentações com imagens e sons à fazer discursos tradicionais. Venceu com pequena margem em um Estado fortemente ligado ao Partido Democrata.

Como governador, Romney levou seu estilo executivo à administração pública. Sem aumentar impostos, reverteu o déficit de US$ 1,2 bilhão para um superávit de US$ 700 milhões em 2006, com uma política de fortes cortes nos gastos governamentais.

Romney se opôs fortemente ao projeto de lei para casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas acabou aceitando a união civil homossexual por pressão do eleitorado liberal de Massachussets. No entanto, apoiou pesquisas de células-tronco embrionárias, em parte porque sua mulher sofria de esclerose múltipla e melhorou com o tratamento de células-tronco.

Seu perfil é extremamente conservador e ligado à igreja Mórmon. Seu tataravô Parley P. Pratt foi um dos fundadores do movimento, no século 19. Romney é a favor da pena de morte, porte de armas para defesa pessoal e foi favorável às ações militares americanas no Iraque e no Afeganistão.

Em 2006, anunciou que não tentaria a reeleição para governador e seu nome imediatamente apareceu como um dos prováveis candidatos republicanos à Presidência em 2008. Nas primárias de Iowa e Wyoming Romney foi bem colocado, mas acabou sendo superado por John McCain na superterça e desistiu da disputa.

Desde então, apóia fortemente a candidatura de McCain e é apontado como um dos mais prováveis candidatos à vice-presidência em sua chapa e preferido dos eleitores, segundo pesquisa Zogby.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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