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18/08/2008 - 12h35

Veja a biografia de Mike Huckabee, um dos prováveis candidatos a vice de McCain

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Colaboração para a Folha Online

Uma das apostas preferidas da mídia americana é o ex-governador de Arkansas, Mike Huckabee. Pastor batista, orador talentoso e autor de vários livros, Huckabee pode trazer carisma e os votos dos conservadores cristãos para a chapa republicana, ao lado de John McCain.

Ex-pré-candidato à nomeação, Huckabee é famoso por ter perdido 50 quilos e pregar um estilo de vida saudável. Considerado um tanto excêntrico, gosta de rock and roll e toca baixo na banda Capitol Offense.

Nascido em 24 de agosto de 1955, na pequena cidade de Hope, Arkansas (mesma cidade natal do ex-presidente democrata Bill Clinton), Huckabee começou a trabalhar aos 14 anos, como locutor de rádio. Ele afirma que foi a primeira pessoa da sua família a completar o ensino médio.

Seu pai, um bombeiro, era extremamente disciplinador e foi uma grande influência na vida dele. Aos 15 anos já era orador na igreja batista que freqüentava --ele afirma que "ouviu um chamado espiritual" para se tornar pastor. Aos 18 anos foi ordenado pastor batista.

Danny Johnston-25abr.08/AP
Former Arkansas Gov. Mike Huckabee, right, introduces Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz., at a news conference in Little Rock, Ark., Friday, April 25, 2008. (AP Photo/Danny Johnston)
Ex-governador do Arkansas Mike Huckabee (dir.) é uma das apostas para vice-presidente republicano ao lado de John McCain

Formado em teologia pela Universidade Batista Ouachita e com passagem pelo Seminário Teológico Batista, Huckabee se tornou "tele-evangelista". Em suas paróquias, lançou estações de TV e atraiu um grande número de fiéis.

Ele afirmou certa vez que "as pessoas dizem que devemos separar política e religião. Eu digo que isso é impossível". Em 1989 foi eleito presidente da Convenção Batista de Arkansas.

Huckabee se lançou na política em 1992, como candidato ao Senado por Arkansas, mas perdeu a eleição. No mesmo ano o então governador do Estado Bill Clinton foi eleito para a Presidência com uma campanha histórica. Huckabee contratou então Dick Morris, um dos principais estrategistas da campanha de Clinton.

Com Clinton na Casa Branca, o vice-governador Jim Guy Tucker se tornou governador e uma nova eleição para vice foi marcada para julho de 1993. Com a assessoria de Morris, que o mostrou como um "conservador moderado", Huckabee ganhou a eleição.

Em 1994 foi reeleito e, em 1995, decidiu concorrer ao Senado. Contudo, um escândalo político envolvendo o então governador Tucker levou a renúncia ao cargo e a chance de Huckabee assumir o governo --mais tarde, Tucker tentou voltar ao cargo, mas Huckabee ameaçou iniciar um processo de impeachment e ele desistiu.

Como governador, Huckabee se dedicou a "reconciliação racial". O Arkansas é um dos Estados mais racistas dos Estados Unidos, e Huckabee já havia se posicionado contra a segregação racial ao permitir a entrada de negros em suas paróquias batistas.

Nos primeiros anos de mandato ele também promoveu o sistema público de saúde e destinou mais recursos para o sistema educacional e os parques estaduais.

Em 1996, Huckabee se envolveu em uma polêmica ao autorizar a liberdade condicional a Wayne Dumont, que havia sido condenado à prisão perpétua por estupro. Dumont afirmava que havia sido castrado e se converteu à religião batista na prisão, mas após ser libertado atacou e assassinou uma mulher em Missouri.

Em 1998, Huckabee foi reeleito, agora para um mandato completo de quatro anos. Continuou a política de destinar recursos dos impostos para programas sociais, e apoiou o ensino religioso nas escolas.

Novamente reeleito em 2002, o ex-governador foi diagnosticado com diabetes. Na época Huckabee pesava cerca de 150 quilos e começou uma dieta radical para perder peso. Desde então, iniciou uma campanha para melhorar a saúde dos americanos. Autodenominado um "viciado em comida em recuperação", Huckabee já correu cinco maratonas. Também escreveu vários livros contando sua experiência de perda de peso.

Em 2004, participou ativamente da campanha de George W. Bush, de quem é um dos maiores aliados, à reeleição. Em 2005, na passagem do furacão Katrina, Huckabee ofereceu refúgio para quem fugia da destruição nos parques de Arkansas. No mesmo ano a revista "Time" o listou como um dos cinco melhores governadores americanos.

Em janeiro de 2007 Huckabee anunciou que concorreria à Presidência. Carismático, bem-humorado e orador de talento, começou como azarão mas chamou a atenção diante do bom desempenho nas primeiras prévias.

Venceu surpreendentemente o "caucus" do Estado de Iowa, e foi bem nas primárias de New Hampshire, Michigan e Carolina do Sul. Mas, assim como os outros ex-pré-candidatos, foi derrotado por McCain na Superterça e logo desistiu da corrida.

Em junho, a rede de TV Fox News anunciou a contratação de Huckabee como comentarista das eleições. Ele atualmente prepara o lançamento de seu sétimo livro. Apesar desses compromissos, muitos analistas o colocam como um dos mais prováveis candidatos à vice-presidência na chapa de McCain.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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