Mundo
15/08/2008 - 17h49

Livro anti-Obama lidera lista dos mais vendidos nos EUA

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da Efe, em Washington

O livro "The Obama Nation" (A Nação Obama), que ataca o candidato presidencial Barack Obama e que o democrata considerou uma "série de mentiras", deve chegar este domingo ao primeiro lugar na lista dos mais vendidos do jornal "The New York Times".

Lançado no último dia 5, com um total de 375 mil cópias, o livro já estava em sexto lugar no site da livraria virtual Amazon, um dia depois.

"The Obama Nation", cuja pronuncia em inglês é similar à da palavra "abominação", é obra de Jerome Corsi, que sugere que Obama é "um muçulmano disfarçado e um radical que esconde um grande ressentimento sob sua aparentemente plácida feição".

O polêmico escritor alcançou a fama em 2004 como co-autor de "Unfit for Command", que atacava o histórico militar do então candidato democrata à Presidência John Kerry.

O livro, que ficou quase toda a campanha presidencial na lista dos mais vendidos do "New York Times", iniciou uma longa e devastadora campanha contra Kerry, que acabou perdendo a disputa eleitoral para o atual presidente americano, George W. Bush.

Corsi e seus seguidores conseguiram prejudicar Kerry em 2004 e o autor, que diz que colaborará em campanhas negativas contra Obama, confessa abertamente perseguir resultados semelhantes este ano.

"Meu objetivo é derrotar Obama. Não quero que ele seja presidente", afirmou Corsi esta semana em declarações ao "New York Times".

"The Obama Nation" incorpora também dados e afirmações falsas, ao afirmar que Obama não dedicou seu livro autobiográfico "Dreams from my father" à sua família e que não revelou a poligamia e o alcoolismo de seu pai.

Em outra parte do livro, Corsi cita um relatório do site NewsMax.com, que diz que Obama teria participado do sermão do pastor Jeremiah Wright em 22 de julho de 2007.

Obama abandonou há alguns meses a congregação de Chicago e assegurou não ter estado presente no citado sermão, no qual o pastor culpou a arrogância dos brancos americanos pelo "sofrimento no mundo e, sobretudo, pela opressão aos negros".

Corsi questiona também se Obama deixou de consumir maconha e cocaína aos 20 anos, como o próprio senador democrata diz. O autor afirma que Obama recebeu educação religiosa islâmica durante sua infância na Indonésia, "algo reservado só aos verdadeiramente crentes".

O candidato presidencial democrata é cristão e durante sua infância estudou tanto em escolas católicas como em colégios públicos da Indonésia, nos quais teve aulas básicas sobre o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Os assessores do senador disseram que o livro deveria estar na categoria de ficção e prepararam uma resposta de 40 páginas que será publicada em FightTheSmears.com, site onde são desmontados rumores sobre Obama.

"Jerome Corsi é um mentiroso, que está lançando mais um pedaço de lixo para manter a política Bush-Cheney que ele ajudou a perpetuar quatro anos atrás", afirmou o porta-voz de Obama Tommy Vietor nesta quinta-feira.

Além de "The Obama Nation", outros dois livros contra o senador por Illinois foram publicados recentemente: "The Case Against Barack Obama" e "Fleeced", que também estão entre os mais vendidos nos EUA.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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