Após Geórgia assinar acordo, França diz que Rússia irá retirar tropas
da Folha Online
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, disse nesta sexta-feira a seu colega francês, Nicolas Sarkozy, que Moscou assinará o acordo de cessar-fogo mediado por Paris e que vai retirar suas tropas da Geórgia, informou o escritório do governo francês.
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Os dois presidentes conversaram após o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinar o acordo. Sem entusiasmo, Saakashvili disse que o documento tratava especificamente do fim dos combates e da retirada das tropas russas, mas não do futuro das regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia --ambas pró-Rússia. "Isso não acabou. Nós precisamos fazer o máximo para evitar que esse comportamento se repita no futuro."
| Arte/Folha Online |
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"[Medvedev] confirmou que também assinará o acordo e que a Rússia respeitaria escrupulosamente os compromissos do acordo, de maneira especial os relativos à retirada das forças russas", informou o gabinete de Sarkozy.
O subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Anatoly Nogovitsyn, afirmou que o cessar-fogo com a Geórgia já está sendo cumprido e que os combates já terminaram.
No entanto, poucas horas após o anúncio de que a Geórgia havia assinado o acordo, o presidente georgiano disse que tanques russos haviam ocupado mais duas cidades no centro de seu país. Um correspondente da agência de notícias Reuters viu movimentação de blindados e helicópteros russos avançando a apenas 55 quilômetros de Tbilisi.
A Rússia está sob pressão internacional, liderada pelos EUA, para retirar suas tropas após os confrontos com as forças georgianas no conflito que começou após a tentativa da Geórgia de retomar a região separatista da Ossétia do Sul.
ONU
Também nesta sexta-feira, a mais alta corte da ONU (Organização das Nações Unidas) informou que fará audiências públicas entre os dias 8 e 10 de setembro para analisar o pedido da Geórgia, que alegou que a Rússia violou os direitos humanos de pessoas com etnia georgiana.
Na última terça-feira (12), a Geórgia entrou com uma ação na Corte Internacional de Justiça, que investiga conflitos entre nações, acusando a Rússia de limpeza étnica nas Províncias de Ossétia do sul e Abkházia.
Nesta sexta-feira, a corte afirmou em um comunicado que as audiências terão como foco o pedido georgiano de "indicação de medidas provisórias", e que irá ouvir representantes de ambos os lados.
Os casos apresentados à corte costumam demorar anos para terminar, mas, se uma das partes pedir uma indicação de medidas provisórias, os juízes da corte podem dar uma ordem provisória.
Em sua ação, a Geórgia acusa a Rússia de violar uma convenção antidiscriminação em três intervenções na Ossétia do Sul e na Abkházia, desde 1990 até agosto de 2008.
Bush
| Irakli Gedenidze/Efe |
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| A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, se reúne com o presidente georgiano, Mikhail Saakashvili, para mediar o conflito |
Pouco antes do anúncio da assinatura do cessar-fogo na Geórgia, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez um pesado pronunciamento contra a Rússia, na Casa Branca. Foi a terceira vez, em três dias, que Bush faz discursos contra a Rússia.
"Para começar a consertar suas relações com os Estados Unidos, a Europa e outras nações e para começar a recuperar seu lugar no mundo, a Rússia precisa respeitar a liberdade dos países vizinhos", afirmou. "A Guerra Fria acabou."
Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram na quinta-feira (7), quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, uma região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.
Escudo
Em meio à grave crise no Cáucaso, EUA e Polônia anunciaram ontem a assinatura de acordo para a instalação de um escudo antimísseis americano em território polonês. De acordo com o documento, em troca de sediar o escudo, a Polônia receberá reforço armamentista.
O presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, criticou a iniciativa e afirmou que o país se sente ameaçado. "O desenvolvimento de novas forças antimísseis têm como alvo a Rússia". Mais cedo, o o general Anatoly Nogovitsyn, integrante do comando militar russo, havia dito que o escudo deixou a Polônia "100% exposta a ataques" e insinuou que a Rússia está disposta a atacar a Polônia, caso o escudo seja usado contra o país.
Com agências internacionais
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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