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16/08/2008 - 08h23

Presidente da Rússia assina acordo de cessar-fogo, diz Kremlin

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da Folha Online

Um dia depois de o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinar um acordo de cessar-fogo, o Kremlin informou que o presidente da Rússia, Dmitri Medvedev, também assinou o documento que tem por objetivo colocar fim aos combates sobre a região separatista da Ossétia do Sul.

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"O presidente informou aos participantes do conselho de segurança da Rússia que havia acabado de assinar o plano de seis pontos", afirmou a porta-voz do Kremlin, Natalia Timakova.

O presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinou o acordo intermediado pela França na sexta-feira, durante a visita da secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice.

Ontem, o governo francês havia afirmado que Medvedev assinaria o acordo de cessar-fogo mediado por Paris e retiraria suas tropas da Geórgia. A informação havia sido confirmada pelo escritório do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que conversou com o presidente russo logo após a assinatura do acordo pela Geórgia.

Arte/Folha Online
mapa ossétia

"[Medvedev] confirmou que também assinará o acordo e que a Rússia respeitaria escrupulosamente os compromissos do acordo, de maneira especial os relativos à retirada das forças russas", informou o gabinete de Sarkozy.

Ontem mesmo, o subchefe do Estado-Maior das Forças Armadas da Rússia, general Anatoly Nogovitsyn, afirmou que o cessar-fogo com a Geórgia já estava sendo cumprido e que os combates já terminaram.

No entanto, poucas horas após o anúncio de que a Geórgia havia assinado o acordo, o presidente georgiano disse que tanques russos haviam ocupado mais duas cidades no centro de seu país. Um correspondente da agência de notícias Reuters viu movimentação de blindados e helicópteros russos avançando a apenas 55 quilômetros de Tbilisi.

A Rússia está sob pressão internacional, liderada pelos EUA, para retirar suas tropas após os confrontos com as forças georgianas no conflito que começou após a tentativa da Geórgia de retomar a região separatista da Ossétia do Sul.

Tropas

Pouco antes da assinatura do acordo por Medvedev ser divulgada, o general Nogovitsin afirmou que as tropas de paz russas não abandonarão as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia, ambas na Geórgia.

"Nunca renunciaremos à presença de nossas tropas de paz na Ossétia do Sul e na Abkházia. Se renunciássemos agora a cumprir nossas funções, quem garantiria a segurança lá?", perguntou Nogovitsin durante uma entrevista coletiva.

Segundo o general, a Rússia se ampara no "acordo de 1992 --assinado após o fim da guerra entre Geórgia e Ossétia--, que determina as tarefas das tropas de paz russas nas regiões de conflito".

Quanto às tropas russas atualmente posicionadas em cidades georgianas sob o controle de Tbilisi, Nogovitsin disse que, como o presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinou ontem um cessar-fogo, agora "existe a possibilidade" de haver uma negociação a respeito.

Tropas russas ainda continuam controlando o porto de Poti e as cidades de Gori, perto da fronteira com a Ossétia do Sul, e de Sennaki e Zugdidi, que ficam a poucos quilômetros da separatista Abkházia.

Além disso, hoje, blindados russos montaram um posto militar na altura da localidade de Caspi, bloqueando o tráfego entre Tbilisi e o norte do país.

Nesta sexta-feira, o general russo admitiu que, em todas essas localidades, foram destruídas as principais instalações militares da Geórgia, inclusive vários navios de guerra que estavam no porto de Poti.

Por sua vez, o Ministério de Interior georgiano disse que tropas russas explodiram hoje uma ponte ferroviária a 45 quilômetros de Tbilisi, o que foi negado pelo Ministério da Defesa da Rússia.

Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram na quinta-feira (7), quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, uma região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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