Mundo
16/08/2008 - 09h08

Aumenta expectativa sobre vice de Barack Obama

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da France Presse, em Washington

A alguns dias da convenção que designará Barack Obama oficialmente candidato do Partido Democrata na corrida pela Casa Branca, saber quem será seu vice na chapa está virando uma verdadeira febre. A convenção democrata acontece em Denver (Colorado), de 25 a 28 de agosto.

"O principal orador da noite de quarta-feira (dia 27) será o candidato à vice-presidência de Barack Obama", anunciou o comitê de organização da convenção democrata.

"A escolha de um candidato ao posto de vice-presidente é a decisão mais importante que um candidato é levado a tomar durante a eleição presidencial", explica o professor Paul Levinson, da Universidade Fordham. Os especialistas esperam que Obama divulgue o nome do vice já na próxima semana.

O senador por Illinois deixou o Havaí ontem, após uma semana de férias com a família. Neste sábado, Obama é esperado na Califórnia para participar de um fórum religioso.

Amanhã, estará em Nevada; na segunda-feira (18), no Novo México; e na terça (19), na Flórida. A programação dos próximos dias ainda não foi divulgada, mas, de acordo com alguns jornais americanos, Obama deve ter uma reunião em Richmond, Virgínia, na quinta-feira (21).

Nevada, Novo México e Flórida estão entre os Estados-chave que poderão determinar a eleição de novembro. Virgínia também é um Estado particularmente cobiçado pelo candidato democrata.

SMS

Seu diretor de campanha, David Plouffe, disse que Obama anunciará sua escolha enviando um e-mail, ou um torpedo (SMS), a todos os que se cadastraram. "Nenhuma outra equipe de campanha fez isso antes", comentou Plouffe.

A questão essencial é saber quem Obama escolherá para sua chapa.

A parada prevista no Novo México fez ressurgir o nome de Bill Richardson, o governador de origem hispânica do Estado e grande especialista em questões internacionais. Já o governador da Virgínia, Tim Kaine, cujo nome aparece com freqüência na lista de possíveis vices, foi prefeito de Richmond, cidade onde Obama deve estar na quinta-feira.

Alex Brandon-14.ago.2008/AP
Barack Obama nada no Havaí; candidato democrata à Presidência dos EUA volta à campanha após semana de férias com a família
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Outros nomes circulam na mesa de apostas. O presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Joe Biden, e o senador por Indiana Evan Bayh, especialista em questões de Segurança Nacional e próximo de Bill e Hillary Clinton, estão entre as personalidades mais citadas.

Diante do silêncio de Obama, os analistas tentam decodificar qualquer sinal. Para uns, o fato de que o ex-governador da Virgínia Mark Warner seja o orador principal da convenção democrata, na noite de 26 de agosto, pode pôr por terra as chances de Tim Kaine. "A perspectiva de dois governadores da Virgínia se sucedendo duas noites consecutivas na convenção é improvável", avalia o jornalista político Michael Shear, do "Washington Post".

Outros destacaram que Joe Biden, Evan Bayh e Bill Richardson estão na lista de oradores da convenção no dia 27, quando o candidato a vice fará seu discurso, e que, por isso, poderiam estar fora do páreo. "Nós nos reservamos a escolha de mudar o programa (da convenção) quando quisermos, e vocês não deveriam fazer especulações sobre isso", respondeu Jenny Baukus, uma das porta-vozes de Obama.

"Qualquer pessoa inscrita na lista de oradores para qualquer noite da convenção pode ser convocada a falar novamente na qualidade de candidato a vice-presidente", acrescentou.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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