Após assinar acordo, Rússia quer mais segurança para retirar tropas
da Folha Online
O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou neste sábado que a Rússia vai retirar suas tropas da região de conflito na Geórgia assim que forem implantados novos procedimentos de segurança. Segundo Lavrov, o acordo não fixa limites de tempo nem de número para o continente de manutenção da paz russo no país vizinho.
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O acordo de cessar-fogo assinado pela Rússia e pela Geórgia estabelece que as tropas russas continuarão a implementar medidas de segurança adicionais até a chegada de um mecanismo de manutenção de paz internacional na região.
"O presidente russo deu uma ordem para as autoridades relevantes para começar a adoção de medidas extras de segurança contempladas no plano de seis pontos", disse o ministro a jornalistas. "Quando essas medidas foram implementadas, a retirada das forças enviadas para esta operação de reforço será realizada", disse.
| Arte/Folha Online |
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Segundo Lavrov, "as forças russas ficarão o tempo que for preciso na Geórgia e se retirarão à medida que o contingente de manutenção da paz previsto no acordo for chegando". "Não precisa haver um teto para o contingente de manutenção de paz que ficará na Ossétia do Sul ao final da retirada", acrescentou.
Os presidentes da Rússia, Dmitri Medvedev, e da Geórgia, Mikhail Saakashvili, assinaram o acordo de cessar-fogo intermediado pela França, mas Lavrov disse que no documento assinado pelo líder georgiano estava faltando uma importante parte introdutória.
"O documento assinado pelo presidente georgiano difere daquele que nós concordamos", disse. "Ele omite totalmente a parte introdutória dizendo que aqueles princípios são apoiados pela Rússia e pela França e pedindo que todas as partes o assinem".
O ministro disse também que a Rússia estava discutindo o assunto com a Geórgia e que isso poderia ser resolvido por vias diplomáticas.
Acordo
| Vladimir Rodionov/AP |
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| O presidente russo, Dmitri Medvedev, assinou acordo de cessar-fogo |
O acordo de paz promovido pela União Européia, atualmente presidida pela França, prevê um cessar-fogo, a renúncia ao uso da força, o livre acesso à ajuda humanitária e o retorno das Forças Armadas da Geórgia às posições que ocupavam antes do início dos confrontos.
As tropas russas também terão de recuar, mas poderão tomar medidas de segurança adicionais até a criação dos mecanismos internacionais correspondentes.
Outro ponto do acordo determina a abertura de um debate internacional sobre os esquemas mais indicados para garantir a segurança na Ossétia do Sul e da Abkházia.
Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram na quinta-feira (7), quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, uma região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.
Ponte
Apesar de ambos os lados terem assinado o documento, a Geórgia voltou a denunciar ataques russos contra o país. Neste sábado, acusou as tropas russas de explodirem uma importante ponte ferroviária.
O chefe do Estado-Maior da Rússia negou a responsabilidade pelo ataque à ponte e disse que as hostilidades, iniciadas nove dias atrás na Ossétia do Sul, cessaram.
Um dos lados da ponte, próximo da cidade de Kaspi, se transformou em um monte de concreto e aço retorcido, segundo imagens feitas por uma equipe de televisão da agência de notícias Reuters.
"Nós estamos agora em tempos de paz. Por que iríamos explodir pontes quando nosso trabalho é de restaurar?", questionou o coronel-general Anatoly Nogovitsyn, vice-chefe do Estado-Maior russo.
Com agências internacionais
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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