Mundo
16/08/2008 - 17h21

Ministro dá "ultimato" de dois dias para presidente do Paquistão

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da Folha Online
da Associated Press, em Islamabad

O presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, tem dois dias para apresentar sua renúncia e evitar um processo de impeachment, afirmou o ministro das Relações Exteriores, Shah Mahmood Qureshi, neste sábado.

"O tempo de Musharraf está acabando, se ele não decidir deixar [o governo] nos próximos dois dias, o processo de impeachment será instaurado", disse Qureshi, membro do principal partido da coalizão, o Partido do Povo do Paquistão.

14.abr.08/Jason Lee/Reuters
Musharraf recebeu ultimato de dois dias de ministro para deixar governo sem processo
Musharraf recebeu ultimato de dois dias de ministro para deixar governo sem processo

Tariq Azim, um dos aliados do governante, disse que Musharraf não irá deixar seu posto e está preparado para enfrentar um processo de impeachment baseado em acusações que considera absurdas.

O processo de saída de Musharraf do governo estaria baseado na alegação de que ele realizou violações constitucionais e também em má conduta. Os termos exatos das acusações não foram revelados, mas alguns políticos comentam que podem usar a imposição do Estado de emergência em 2007 como uma das bases para o processo.

O Paquistão é um país considerado pelos Estados Unidos como essencial para o sucesso da guerra ao terror.

As especulações sobre uma possível saída de Musharraf --aliado dos Estados Unidos-- têm crescido desde que a coalizão, liderada pelo partido da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, assassinada em um atentado, anunciou que pretende abrir um processo de impeachement contra ele.

No entanto, os apoiadores de Musharraf querem proteções para o governante, caso ele desista do cargo e também sugerem que poderiam usar os tribunais para minar o processo de impeachment.

Representantes da Arábia Saudita que estavam tentando mediar a situação não foram confirmados neste sábado, apesar dos boatos de que diplomatas de países ocidentais e também de Estados de maioria muçulmana se encontraram nos últimos dias com diversos grupos paquistaneses envolvidos na questão.

Com Reuters

 

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