Mundo
16/08/2008 - 17h29

Obama arrecada quase o dobro de McCain em julho

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da Folha Online

O candidato à Casa Branca Barack Obama arrecadou em julho mais de US$ 51 milhões (R$ 83,6 milhões) de donativos para sua campanha, quase o dobro conseguido por seu rival, o republicano John McCain, durante o mesmo período, US$ 27 milhões. As informações foram divulgadas neste sábado pelo comitê democrata.

Obama contou com 65 mil novos doadores, contabilizando mais de dois milhões de voluntários. Até então, a campanha do senador pelo estado de Illinois totaliza US$ 390 milhões (R$ 639,9 milhões). O recorde de arrecadação democrata ocorreu em fevereiro, US$ 55 milhões (R$ 90,2 milhões).

"Estamos orgulhosos dos milhões de voluntários e dos mais de dois milhões de doadores que, com seu esforço, construíram a espinha dorsal de nossa campanha, que visa recuperar o país e eliminar as políticas fracassadas de George W. Bush", disse o diretor da campanha de Obama, David Plouffe.

"Os 65 mil novos doadores demonstra o quão forte é o desejo de mudança dos americanos", declarou Plouffe.

Obama e McCain contarão também com o dinheiro de seus respectivos partidos. O comitê republicano somou cerca de US$ 25.8 milhões (R$ 42,3 milhões) em julho, enquanto os democratas contabilizaram US$ 27.7 milhões (R$ 45,4 milhões).

McCain

Os números da campanha do republicano McCain são mais modestos, cerca de US$ 140 milhões (R$ 229,7 milhões) arrecadados até então. Ele concordou em aceitar financiamento público para as eleições gerais.

Em 4 de setembro, quando será ratificada a candidatura de McCain, entrarão nos cofres de sua campanha US$ 84 milhões (R$ 137,8 milhões), correspondentes a fundos federais.

Esse dinheiro permitirá ao candidato financiar sua campanha até as eleições de 4 de novembro. Já Obama optou por renunciar aos fundos públicos, o que o deixa livre para gastar as centenas de milhões de doações privadas.

Com esta decisão, o senador democrata se tornou o primeiro candidato presidencial a abandonar o financiamento público para sua campanha desde que o sistema foi criado, em 1976, após o escândalo de Watergate.

Segundo este sistema, os candidatos se comprometem a gastar só os fundos públicos, e não podem gastar dinheiro de contribuições privadas.

O dois candidatos também receberão dinheiro de seus partidos, embora, neste caso, não poderão decidir livremente como usar esses fundos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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