Mundo
17/08/2008 - 08h43

Ministros da Otan discutirão como responder à atuação russa na Geórgia

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da Efe, em Bruxelas
da Folha Online

Os ministros de Relações Exteriores dos 26 países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizam na terça-feira (19) uma reunião extraordinária para analisar a crise da Geórgia e decidir como responder à atuação da Rússia.

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Depois do encontro mantido na terça-feira passada (12) pelos embaixadores diante da aliança, no qual tiveram a oportunidade de escutar as explicações de uma delegação georgiana, os Estados Unidos solicitaram a convocação de uma reunião de ministros.

Nos últimos dias, Washington criticou com dureza a agressividade das tropas russas na Geórgia, cujo governo é um aliado-chave dos EUA, e reiterou que as regiões separatistas da Ossétia do Sul e a Abkházia devem ficar sob controle de Tbilisi.

O governo de George W. Bush considera que, com a invasão da Geórgia, Moscou semeou dúvidas sobre o papel que pretende desempenhar no cenário internacional, em alusão a suas aspirações de se integrar na OMC (Organização Mundial do Comércio) e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

Mas embora os outros membros da Otan concordem em condenar o uso excessivo da força por parte de Moscou e insistem em que suas tropas devem voltar às posições que tinham antes do início das hostilidades, nem todos compartilham com os EUA a conveniência de buscar o confronto direto com a Rússia.

As divergências a este respeito entre os países europeus já ficaram de manifesto na semana passada, no conselho extraordinário de ministros de Exteriores da UE (União Européia).

Enquanto isso, o Reino Unido considerou que os ministros devem revisar sua relação com a Rússia e questionou, inclusive, a conveniência de continuar negociando um novo acordo de associação com Moscou. Outros Estados-membros, como a França e Alemanha, deixaram claro que não é o momento para esse tipo de decisões.

Arte/Folha Online
mapa ossétia

No cenário das relações entre a UE e a Rússia sempre está a questão energética, visto que Moscou é o principal fornecedor de petróleo e gás para o a Europa.

O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, cujo país preside neste semestre a UE e que desempenhou um ativo papel, junto a seu presidente, Nicolas Sarkozy, na consecução do acordo de paz entre Rússia e Geórgia, incidiu em que agora a prioridade é pôr fim aos combates e atender às vítimas.

Kouchner recusou, como seus colegas finlandês e luxemburguês, assumir o papel de juiz para afirmar "quem foi bom e quem foi mau" neste conflito.

Também o ministro alemão, Peer Steinmeier, apostou por uma comunicação fluente com Moscou e ressaltou que a UE deve contribuir para aumentar a estabilidade na região do Cáucaso, mas não "sem ou contra a Rússia, mas com a Rússia".

Revisão

Ontem, o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Kurt Volker, também afirmou que o futuro dos fóruns de diálogo e cooperação entre a Rússia e a Otan, estabelecidos após o fim da Guerra Fria, deverão ser revistos devido à intervenção na Geórgia.

"Nós não queremos uma dinâmica negativa nas relações da Otan com a Rússia --nós queremos que isto seja positivo. No entanto, para que isto aconteça a Rússia tem de sair da Geórgia, respeitar a soberania e a integridade territorial e jogar as regras do século 21", afirmou Volker.

Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram no dia 7, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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