Ministros da Otan discutirão como responder à atuação russa na Geórgia
da Efe, em Bruxelas
da Folha Online
Os ministros de Relações Exteriores dos 26 países-membros da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) realizam na terça-feira (19) uma reunião extraordinária para analisar a crise da Geórgia e decidir como responder à atuação da Rússia.
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Depois do encontro mantido na terça-feira passada (12) pelos embaixadores diante da aliança, no qual tiveram a oportunidade de escutar as explicações de uma delegação georgiana, os Estados Unidos solicitaram a convocação de uma reunião de ministros.
Nos últimos dias, Washington criticou com dureza a agressividade das tropas russas na Geórgia, cujo governo é um aliado-chave dos EUA, e reiterou que as regiões separatistas da Ossétia do Sul e a Abkházia devem ficar sob controle de Tbilisi.
O governo de George W. Bush considera que, com a invasão da Geórgia, Moscou semeou dúvidas sobre o papel que pretende desempenhar no cenário internacional, em alusão a suas aspirações de se integrar na OMC (Organização Mundial do Comércio) e a OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
Mas embora os outros membros da Otan concordem em condenar o uso excessivo da força por parte de Moscou e insistem em que suas tropas devem voltar às posições que tinham antes do início das hostilidades, nem todos compartilham com os EUA a conveniência de buscar o confronto direto com a Rússia.
As divergências a este respeito entre os países europeus já ficaram de manifesto na semana passada, no conselho extraordinário de ministros de Exteriores da UE (União Européia).
Enquanto isso, o Reino Unido considerou que os ministros devem revisar sua relação com a Rússia e questionou, inclusive, a conveniência de continuar negociando um novo acordo de associação com Moscou. Outros Estados-membros, como a França e Alemanha, deixaram claro que não é o momento para esse tipo de decisões.
| Arte/Folha Online |
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No cenário das relações entre a UE e a Rússia sempre está a questão energética, visto que Moscou é o principal fornecedor de petróleo e gás para o a Europa.
O chefe da diplomacia francesa, Bernard Kouchner, cujo país preside neste semestre a UE e que desempenhou um ativo papel, junto a seu presidente, Nicolas Sarkozy, na consecução do acordo de paz entre Rússia e Geórgia, incidiu em que agora a prioridade é pôr fim aos combates e atender às vítimas.
Kouchner recusou, como seus colegas finlandês e luxemburguês, assumir o papel de juiz para afirmar "quem foi bom e quem foi mau" neste conflito.
Também o ministro alemão, Peer Steinmeier, apostou por uma comunicação fluente com Moscou e ressaltou que a UE deve contribuir para aumentar a estabilidade na região do Cáucaso, mas não "sem ou contra a Rússia, mas com a Rússia".
Revisão
Ontem, o embaixador dos Estados Unidos na Otan, Kurt Volker, também afirmou que o futuro dos fóruns de diálogo e cooperação entre a Rússia e a Otan, estabelecidos após o fim da Guerra Fria, deverão ser revistos devido à intervenção na Geórgia.
"Nós não queremos uma dinâmica negativa nas relações da Otan com a Rússia --nós queremos que isto seja positivo. No entanto, para que isto aconteça a Rússia tem de sair da Geórgia, respeitar a soberania e a integridade territorial e jogar as regras do século 21", afirmou Volker.
Os conflitos entre Geórgia e Rússia começaram no dia 7, quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.
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quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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