Mundo
18/08/2008 - 07h55

De volta à campanha, Obama critica táticas e planos de McCain

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da Folha Online

De volta de suas breves férias no Havaí, o candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, retomou não apenas sua campanha, mas as críticas duras a seu rival republicano, John McCain.

Em comício para sindicalistas neste domingo, Obama criticou o plano de McCain de retomar a exploração das reservas costeiras de petróleo --banida há décadas. "McCain diz: "Aqui está meu plano, Eu vou explorar aqui". um plano que ele bolou há apenas dois meses quando ele começou a olhar as pesquisas", disse.

O senador republicano se tornou um grande defensor da exploração das reservas americanas como opção a curto prazo para reduzir os preços dos combustíveis. McCain critica ainda seu oponente por não apoiar a medida, que, segundo mostram as pesquisas, é aprovada pelos eleitores.

Diante dos trabalhadores --um eleitorado no qual Obama tem vantagem--, o senador por Illinois também criticou a tática republicana e os conselheiros de seu rival, "os mesmos caras que trouxeram a vocês George W. Bush".

Sob a forte campanha negativa de McCain contra sua imagem, Obama disse: "Eles dizem que este outro cara não é patriota ou que este cara gosta de pessoas francesas. Isso é o que eles disseram sobre Kerry", disse, referindo-se ao candidato democrata de 2004, John Kerry.

"Eles dizem que os democratas não são duros o suficiente, não são machos o suficiente. É a mesma estratégia", completou.

Resposta

A resposta, como sempre, veio rápido. O porta-voz de McCain, Brian Rogers, disse que o senador nunca questionou o patriotismo de Obama, mas "claramente questiona sua experiência e julgamento".

Sobre a exploração de petróleo, Rogers destacou que eles "têm opiniões diferentes sobre o melhor modo de reduzir nossa dependência do petróleo do Oriente Médio, trazer empregos de volta à América e manter nossa nação segura".

Cautela

Embora tenha assumido postura crítica ao rival, Obama manteve-se cauteloso diante das críticas de seus eleitores. Quando um dos presentes criticou a experiência de McCain no Vietnã.

"Respeitosamente eu discordarei de você sobre McCain e seu tempo de serviço", disse Obama, que, em um fórum neste sábado havia dito que ele era "um americano patriota genuíno". "Eu acho que seu serviço foi honorável. Ele merece respeito", completou.

McCain passou cinco anos e meio como prisioneiro de guerra no Vietnã, período no qual afirma ter sido torturado.

Abraço

Neste sábado, Obama e McCain participaram --separadamente-- de um fórum religiosos patrocinado pelo pastor evangélico Rick Warren. Diante da atenção especial dos eleitores evangélicos, os dois se abraçaram e falaram sobre suas crenças religiosas, sobre aborto, casamento e o fracasso moral pessoal e dos Estados Unidos.

Obama defendeu seu apoio pelo aborto e pelas uniões civis homossexuais, mas ressaltou que o casamento deve ser apenas entre um homem e uma mulher --um sinal de sua nova postura centrista.

Já o republicano McCain, que é contra o aborto, demonstrou seu apoio pelo status do casamento. "Serei um presidente próvida e meu mandato terá políticas pró-vida. Esse é meu compromisso com vocês", disse o republicano.

Questionado sobre sua opinião a respeito do fracasso moral dos americanos, o republicano McCain disse que "talvez não tenhamos nos dedicado a causas maiores que nosso próprio interesse".

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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