Mundo
18/08/2008 - 12h34

A semanas das convenções, aumentam apostas sobre vices de Obama e McCain

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da Folha Online

Desde que a campanha presidencial foi definida em torno do democrata Barack Obama é o primeiro candidato negro à Presidência por um grande partido e do republicano John McCain, a mídia americana alimenta especulações sobre quem ocuparia o cargo de vice-presidente ao lado dos senadores.

Como tradicionalmente o anúncio é feito durante as convenções nacionais partidárias, eventos que oficializam a candidatura dos presenciáveis, as apostas estão cada vez maiores sobre os possíveis candidatos ao cargo.

Para Obama, que deve anunciar seu candidato na terceira noite da Convenção Democrata --que acontece entre 25 e 28 de agosto, em Denver--, os especialistas indicam nomes que podem complementar sua inexperiência no cenário político nacional e contrapor o forte histórico militar de McCain.

Um destes nomes é Evan Bayh, senador democrata por Indiana, atualmente no segundo mandato. Bayh, 53, é considerado um político centrista, se opõe à Guerra do Iraque e propõe corte de impostos e menores gastos públicos.

Outra aposta é o senador de Delaware em seu sexto mandato, Joseph Biden. Ele é um veterano assim como o republicano John McCain e foi um dos pré-candidatos democratas à Presidência nas primárias deste ano. Se não for vice de Obama, especula-se que Biden possa ocupar a Secretária de Estado democrata, devido à sua experiência em política externa.

Uma aposta diferente para a chapa de Obama é o senador republicano por Nebraska Charles Timothy "Chuck" Hagel. Crítico da administração Bush, pensou em concorrer à presidência nas primárias republicanas deste ano, mas desistiu. Como republicano, teria maior propriedade para criticar as propostas e visões de McCain.

Republicano

Para McCain, que deve anunciar seu vice na Convenção Nacional Republicana (que acontece entre 1º e 4 de setembro, em Minnesota), as apostas são de um vice mais jovem e com um bom histórico em economia, um tema no qual o senador por Arizona já admitiu não ser tão bom.

Assim, estão entre as apostas da mídia americana o ex-pré-candidato republicano Mike Huckabee. Pastor batista, orador talentoso e autor de vários livros, Huckabee poderia conquistar os votos dos conservadores cristãos que ainda vêem com receio o "liberalismo" de McCain em temas como aborto e células-tronco.

A lista republicana conta ainda com outro pré-candidato do partido. O empresário Mitt Romney é a favor da pena de morte, porte de armas para defesa pessoal e foi favorável às ações militares americanas no Iraque e no Afeganistão. Ele foi apontado em uma pesquisa Zogby como uma das preferências dos eleitores para o cargo.

Outra aposta republicana é o governador de Minnesota, atualmente no segundo mandato, Timothy James Pawlenty. Um dos mais jovens políticos na esfera nacional americana, seria bom contraponto ao apelo de Obama entre os jovens. McCain conta também com o apelo de Pawlenty entre a classe trabalhadora branca para tirar votos do rival democrata.

Mesmo com apostas seguras de analistas e jornalistas, Obama e McCain mantém a escolha de seus vices em absoluto segredo e evitam comentar qualquer uma das especulações.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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