Mundo
18/08/2008 - 12h13

EUA dizem que continuarão ao lado do Paquistão após renúncia de Musharraf

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da Folha Online

Pressionado pela oposição a deixar o poder, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf --aliado dos Estados Unidos na "guerra contra o terror"--, anunciou nesta segunda-feira sua renúncia. Após o anúncio, a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, elogiou o compromisso de Musharraf na luta contra o terrorismo e anunciou que seu país continuará colaborando com o Paquistão após a renúncia do chefe de Estado.

"Continuaremos trabalhando com o governo paquistanês e com seus líderes políticos e pedimos que redobrem seus esforços para se dedicar ao futuro do Paquistão e suas necessidades mais urgentes, entre elas deter o crescimento do extremismo", afirmou Rice em um comunicado.

AP
Musharraf faz pronunciamento à nação informando que irá renunciar ao cargo
Musharraf faz pronunciamento à nação informando que irá renunciar ao cargo

"Os Estados Unidos apóiam a transição a um governo democrático no Paquistão e respeitam os resultados das eleições. Acreditamos que o respeito à democracia e aos processos constitucionais nesse país são fundamentais para o futuro do Paquistão e sua luta contra o terrorismo", ressaltou.

Musharraf anunciou nesta segunda-feira que renuncia ao cargo, em um discurso à nação exibido pela televisão, às vésperas do início de seu processo de destituição parlamentar impulsionado pelo governo.

"Depois de analisar a situação e consultar conselheiros legais e aliados políticos, decidi renunciar", disse Musharraf com semblante grave. "Deixo meu futuro nas mãos do povo", acrescentou.

Sob acusações de violação da Constituição e má gestão da economia, Musharraf fez o anúncio depois de reiterar sua inocência e afirmar que as acusações políticas contra ele não se sustentam.

"Nem uma só acusação contra mim se sustenta", afirmou. "Não podem provar nenhuma acusação porque nunca fiz nada em meu proveito, sempre fiz tudo pelo Paquistão", acrescentou.

A coalizão governamental hostil ao chefe de Estado, formada em março, se comprometeu no início de agosto a iniciar o processo de impeachment do ex-general, um aliado-chave dos Estados Unidos em sua "luta contra o terrorismo".

Depois de uma disputa política que se prolongou por semanas, o governo se dispôs a apresentar a moção de destituição ao Parlamento nesta terça-feira.

Com Efe e France Presse

 

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