Em meio a protestos, McCain arrecada verbas em Atlanta
da Efe, em Atlanta
da Folha Online
O candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, John McCain, atraiu doadores e manifestantes a um evento em Atlanta, Geórgia. Nesta segunda-feira, o senador arrecadou mais US$ 1,75 milhão (R$ 2,86 milhões) em um evento eleitoral que foi marcado pelos protestos de cerca de 50 ativistas contra a presença de McCain na cidade.
Imagens de televisão mostraram cerca de 50 manifestantes que se postaram em frente a um hotel da região central de Atlanta para protestar contra a presença de McCain em Atlanta e tentar vinculá-lo a Ralph Reed, o controverso ex-diretor-executivo de uma coalizão cristã.
Reed, que em 2006 tentou sem sucesso a candidatura republicana para vice-governador do Estado da Geórgia, tinha solicitado contribuições à campanha de McCain por meio da internet.
Um porta-voz da campanha de McCain, no entanto, não conseguiu confirmar se o ex-dirigente do grupo conservador, atacado pelos democratas, esteve presente no ato desta segunda.
Reed não desempenha um papel de destaque na campanha de McCain, mas suscitou controvérsias por seus vínculos com o empresário Jack Abramoff, envolvido em um escândalo de corrupção e de tráfico de influência.
Os manifestantes também protestaram contra a possível Presidência de McCain apontando que seria apenas uma continuidade do governo de George W. Bush --uma das principais táticas da campanha democrata contra o senador McCain.
"Bush e McCain são a mesma coisa", gritavam os manifestantes, entre os quais estavam líderes sindicalistas --historicamente democratas-- e grupos de oposição ao conflito no Iraque.
Os ativistas reiteraram sua idéia de que uma vitória de McCain no próximo dia 4 de novembro seria uma "vergonha", por tratar-se de continuidade das fracassadas políticas de Bush.
O evento de arrecadação de fundos no hotel Marriott Marquis contou com a participação de centenas de doadores, entre eles renomados líderes políticos do Partido Republicano.
McCain entrou no hotel acompanhado do senador independente Joe Lieberman, que em eleições anteriores foi candidato democrata à Presidência e vice-Presidência.
Em breves declarações, McCain disse que o conflito entre a Geórgia e a Rússia demonstra que o mundo assiste "provavelmente a um dos tempos mais críticos desde o fim da Guerra Fria".
Com uma postura rígida contra a Rússia, McCain ressaltou que uma ação militar contra os russos não é uma opção, mas os EUA podem ao menos pressioná-los com a ameaça da retirada do país da Organização Mundial de Comércio e do G8, grupo dos países mais industrializados do mundo.
Segundo McCain, os EUA ganharam a Guerra Fria não com ações militares, mas sim persuadindo os países do mundo que "se uniram na oposição" americana "contra o comunismo".
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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