Ataque suicida a hospital deixa ao menos 23 mortos no Paquistão
da Folha Online
Um ataque a bomba na sala de emergências de um hospital no noroeste do Paquistão deixou ao menos 23 mortos e 20 feridos nesta terça-feira, informou a polícia. Também nesta terça, confrontos entre rebeldes e as forças de segurança deixaram ao menos 25 mortos.
O atentado realizado por um homem-bomba ocorreu em um hospital da cidade de Dera Ismail Khan, próxima às zonas tribais onde o Exército combate os islamitas radicais aliados à rede terrorista Al Qaeda e aos talebãs afegãos, e onde a violência é freqüente há mais de um ano.
"Há 23 mortos confirmados e até 20 feridos. Encontramos as pernas do suposto agressor suicida", disse o chefe da polícia da Província, Malik Navid Khan, à rede de televisão Geo. Ele informou ainda que o homem-bomba pode ser um adolescente.
"Dezenas de pessoas haviam se concentrado na entrada do hospital para protestar pela morte de uma personalidade local. A polícia também estava lá quando ocorreu a explosão", explicou outro oficial da polícia, Habib Khan.
A personalidade citada pelo policial era um vendedor xiita que morreu ao ser atacado em sua loja. O ataque supostamente visava os xiitas que se juntaram para o protesto, disse Mohsin Shah, policial.
O ataque ocorreu um dia após a renúncia do ditador Pervez Musharraf da Presidência e levanta dúvidas sobre como o novo governo enfrentará a violência crescente dos movimentos radicais islamitas.
Confrontos
Ao menos 25 rebeldes morreram nesta terça-feira em confrontos contra forças de segurança locais na demarcação tribal de Bajaur, na conflituosa região noroeste do Paquistão, onde o Exército lançou uma operação há quase duas semanas.
Segundo a Geo TV, os fundamentalistas atacaram um posto de controle com artilharia e armas automáticas e feriram cinco guardas de fronteira.
A fonte acrescentou que as forças de segurança responderam ao ataque abrindo fogo contra os insurgentes e causando a morte de pelo menos 25 deles, embora não se descarte que haja algum civil entre as vítimas.
Segundo dados divulgados pelo governo, mais de 500 rebeldes e 22 membros dos corpos de segurança morreram desde que teve início a operação militar nessa região tribal fronteiriça com o Afeganistão --onde se escondem as forças da Al Qaeda e do Taleban.
Apesar de ter assinado alguns acordos com grupos fundamentalistas, a política antiterrorista do governo do Paquistão não conseguiu deter a violência no noroeste do país. As dúvidas aumentam com a saída de Musharraf que mantinha relação próxima com os EUA para facilitar a atuação das tropas americanas no combate aos terroristas da região.
Com agências internacionais
Leia mais
- Bomba em hospital mata ao menos oito no Paquistão
- Musharraf sai, mas instabilidade fica; ouça ex-correspondente
- Ex-premiê ameaça processar Musharraf mesmo após renúncia
- Renúncia de Musharraf reflete perda de influência dos EUA, diz analista
- Musharraf renuncia à Presidência do Paquistão; senador assume cargo
- Análise: Saída de Musharraf sinaliza mudança na guerra ao terror
- Pervez Musharraf renuncia à Presidência do Paquistão
- Veja as imagens da renúncia de Pervez Musharraf
Livraria da Folha
- Conheça a história por trás do 11 de setembro e do TERRORISMO no mundo
- Livro mapeia de maneira detalhada os conflitos do ORIENTE MÉDIO
- Agente que viveu infiltrado apresenta perspectiva única do TERROR
- Veja outros livros sobre GUERRA e TERRORISMO
Especial

