Mundo
19/08/2008 - 11h59

Pesquisas apontam Obama com pequena liderança sobre McCain

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, continua liderando, por uma margem pequena, a disputa presidencial contra o republicano John McCain. Pesquisas divulgadas nesta terça-feira pelo Gallup e pelo Zogby dão ao democrata uma margem de apenas três pontos percentuais e mantêm a disputa acirrada.

Segundo a sondagem Gallup, Obama lidera com 46% das intenções de voto contra 43% de McCain, mantendo a média geral de seu desempenho nas últimas semanas. A diferença não estabelece uma vitória consolidada de Obama já que fica dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

John Raoux/AP
Democratic presidential candidate Sen. Barack Obama, D-Ill. speaks at the Veterans of Foreign Wars National Convention in Orlando, Fla., Tuesday, Aug. 19, 2008. (AP Photo/John Raoux) /// Republican presidential candidate Sen. John McCain, R-Ariz. speaks at the Veterans of Foreign Wars National Convention in Orlando, Fla., Monday, Aug. 18, 2008. (AP Photo/John Raoux)
Democrata Barack Obama (esq.) ainda lidera, por pequena margem, a disputa presidencial contra o republicano John McCain (dir.)

Ainda segundo a pesquisa, 6% dos eleitores não têm opinião formada para a votação de 4 de novembro, 4% não votarão em nenhum candidato e apenas 1% indicam preferência por outro candidato.

Embora McCain tenha conquistado um empate nas últimas três pesquisas do mesmo instituto, o senador por Arizona não conseguiu manter o bom cenário e nem revertê-lo para uma vantagem.

A pesquisa realizada pelo instituto Zogby coloca Obama com 43% das intenções de voto contra 40% de McCain. A sondagem inclui ainda o libertário Bob Barr, com 6% do apoio dos eleitores, e o independente Ralph Nader, com 2% de intenções de voto.

O cenário difere pouco quando os candidatos nanicos são excluídos da disputa. Sem barr e Nader, Obama lidera por dois pontos percentuais, 44% a 42%. Ao todo, 9% dos entrevistados não têm opinião ou favorecem outro candidato.

A expectativa é que, a menos de três meses das eleições e a poucos dias das convenções nacionais (que oficializam as candidaturas às eleições gerais), a campanha presidencial se intensifique e os números comecem a mudar.

Eleitorado

A pesquisa Zogby apontou ainda que tanto Obama quanto McCain estão ganhando forte apoio de suas bases eleitorais tradicionais.

Assim, Obama lidera com margem de 24 pontos percentuais entre os eleitores com menos de 30 anos, 495 a 25%. Entre as mulheres, que apoiavam em massa sua ex-rival Hillary Clinton, ele também lidera com 51% das intenções de voto contra 35% de McCain.

Já o republicano mantém a liderança entre os homens, com 45% das intenções contra 35% de Obama e entre os eleitores mais velhos, com uma margem de 13 pontos percentuais (50% a 37%).

Como esperado, Obama tem 83% do voto dos democratas comparados a 79% do apoio dos republicanos a McCain. Quando os candidatos nanicos são retirados da disputa, o senador republicano é quem mais ganha, com um aumento de quatro pontos percentuais do apoio dos eleitores de seu partido (83%).

A corrida é mais disputada entre os eleitores independentes, que não estão filiados a nenhum partido. Entre estes eleitores, Obama lidera com apenas cinco pontos percentuais, 37% a 32%;

Barr, ex-republicano, ganha surpreendentes 14% das intenções de voto do grupo e o liberal Ralph Nader mantém apenas 4% da preferência.

A pesquisa Gallup foi realizada entre 15 e 17 de agosto com 2.660 eleitores.

Já a sondagem Zogby foi realizada entre 12 e 14 de agosto com 3.339 eleitores. A margem de erro é de 1,7 ponto percentual para mais ou para menos.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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