Mundo
19/08/2008 - 14h25

Análise: As férias acabaram e agora Obama enfrenta disputa acirrada

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de JEFF MASON
da Reuters, em Albuquerque

As férias definitivamente acabaram para Barack Obama. O candidato presidencial democrata voltou à rotina de campanha de uma viagem com a família ao Havaí para encarar uma lista de desafios: a busca por um vice-presidente, sua convenção partidária e um oponente republicano ressurgente.

Quanta diferença uma semana faz. Enquanto Obama relaxava no Havaí, a crise entre a Rússia e a Geórgia dominava as manchetes, permitindo que ser rival, o veterano John McCain demonstrasse suas credenciais de política externa.

As pesquisas mostravam que a corrida se tornou cada vez mais acirrada com a proximidade do voto de 4 de novembro, com McCain ganhando terreno depois de uma série de comerciais de televisão que criticavam o senador por Illinois.

Retornando à disputa neste fim de semana, Obama atacou McCain e combateu um comercial no qual o republicano sugeria que as políticas democratas criariam um desastre econômico.

"Eu tenho notícias para John McCain: meu plano não vai trazer um desastre econômico. Nós já temos um desastre econômico", disse Obama à multidão de cerca de 250 pessoas, neste domingo, em Reno, Nevada, um Estado crucial para as eleições.

David Axelrod, seu estrategista-chefe, disse que Obama continuaria a debater com o senador por Arizona sobre assuntos econômicos, mas reconheceu que as férias da última semana podem ter prejudicado o senador por Illinois a curto prazo.

"Nós estamos fazendo campanha há 18 meses e esta era a última oportunidade para fazê-lo", disse Axelrod, sobre as férias breves de Obama. "Ele será um candidato melhor e mais forte por tê-lo feito", disse.

Melhor ou não, algum dano foi feito. Observadores dizem que ausência de Obama deu uma abertura para a campanha republicana que finalmente achou seu momento.

"As férias prejudicaram [Obama] em um número de jeitos", disse Julian Zelizer, professor de história e assuntos públicos da Universidade de Princeton, argumentando que as fotos de Obama surfando no Havaí enquanto a Rússia invadia a Geórgia podem ser usadas em um futuro comercial republicano.

"McCain usou o último mês para realmente voltar ao jogo", disse. "Estas [férias] permitiram que McCain ganhasse um pouco de terreno", completou.

Rússia, Geórgia e uma grande decisão

Obama está consciente desta incerteza. Em eventos de arrecadação em São Francisco, ele pediu aos repórteres que não "se estressassem" e assegurou a eles que ele ganhará as eleições. "Eu ganharei. Não se preocupem com isso", disse aos doadores que trouxeram a sua campanha US$ 7,8 milhões.

Mas alguns de seus apoiadores estão preocupados. Eles urgem que Obama responda mais firmemente aos ataques, uma mudança que Obama já indicou que fará.

Obama divulgou dois comunicados sobre a crise diante de câmeras de televisão, mas não respondeu a repórteres.

"Eu não o ouvi dizer muita coisa sobre a Geórgia, e eu acho que isso foi um erro", disse Marco Romero, 55, comerciante.

A campanha de Obama também acha. Axelrod diminui a importância do conflito na Geórgia, mas o democrata deve voltar ao tema mais vezes nesta semana.

Se McCain conquistou os holofotes na semana passada, Obama tem a chance de recapturá-la. A convenção democrata, onde Obama aceitará a nomeação democrata em um estádio de futebol para 75 mil pessoas, é daqui a uma semana e sua maior decisão --um companheiro de chapa-- é aguardada para os próximos dias.

Quem o acompanhará na chapa? A campanha não dá dicas, mas as opções incluem os senadores por Indiana Evan Bayh, por Delaware, Joseph Biden e os governadores do Kansas, Kathleen Sebelius, da Virgínia, Tim Kaine, e do Novo México, Bill Richardson.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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