Análise: As férias acabaram e agora Obama enfrenta disputa acirrada
de JEFF MASON
da Reuters, em Albuquerque
As férias definitivamente acabaram para Barack Obama. O candidato presidencial democrata voltou à rotina de campanha de uma viagem com a família ao Havaí para encarar uma lista de desafios: a busca por um vice-presidente, sua convenção partidária e um oponente republicano ressurgente.
Quanta diferença uma semana faz. Enquanto Obama relaxava no Havaí, a crise entre a Rússia e a Geórgia dominava as manchetes, permitindo que ser rival, o veterano John McCain demonstrasse suas credenciais de política externa.
As pesquisas mostravam que a corrida se tornou cada vez mais acirrada com a proximidade do voto de 4 de novembro, com McCain ganhando terreno depois de uma série de comerciais de televisão que criticavam o senador por Illinois.
Retornando à disputa neste fim de semana, Obama atacou McCain e combateu um comercial no qual o republicano sugeria que as políticas democratas criariam um desastre econômico.
"Eu tenho notícias para John McCain: meu plano não vai trazer um desastre econômico. Nós já temos um desastre econômico", disse Obama à multidão de cerca de 250 pessoas, neste domingo, em Reno, Nevada, um Estado crucial para as eleições.
David Axelrod, seu estrategista-chefe, disse que Obama continuaria a debater com o senador por Arizona sobre assuntos econômicos, mas reconheceu que as férias da última semana podem ter prejudicado o senador por Illinois a curto prazo.
"Nós estamos fazendo campanha há 18 meses e esta era a última oportunidade para fazê-lo", disse Axelrod, sobre as férias breves de Obama. "Ele será um candidato melhor e mais forte por tê-lo feito", disse.
Melhor ou não, algum dano foi feito. Observadores dizem que ausência de Obama deu uma abertura para a campanha republicana que finalmente achou seu momento.
"As férias prejudicaram [Obama] em um número de jeitos", disse Julian Zelizer, professor de história e assuntos públicos da Universidade de Princeton, argumentando que as fotos de Obama surfando no Havaí enquanto a Rússia invadia a Geórgia podem ser usadas em um futuro comercial republicano.
"McCain usou o último mês para realmente voltar ao jogo", disse. "Estas [férias] permitiram que McCain ganhasse um pouco de terreno", completou.
Rússia, Geórgia e uma grande decisão
Obama está consciente desta incerteza. Em eventos de arrecadação em São Francisco, ele pediu aos repórteres que não "se estressassem" e assegurou a eles que ele ganhará as eleições. "Eu ganharei. Não se preocupem com isso", disse aos doadores que trouxeram a sua campanha US$ 7,8 milhões.
Mas alguns de seus apoiadores estão preocupados. Eles urgem que Obama responda mais firmemente aos ataques, uma mudança que Obama já indicou que fará.
Obama divulgou dois comunicados sobre a crise diante de câmeras de televisão, mas não respondeu a repórteres.
"Eu não o ouvi dizer muita coisa sobre a Geórgia, e eu acho que isso foi um erro", disse Marco Romero, 55, comerciante.
A campanha de Obama também acha. Axelrod diminui a importância do conflito na Geórgia, mas o democrata deve voltar ao tema mais vezes nesta semana.
Se McCain conquistou os holofotes na semana passada, Obama tem a chance de recapturá-la. A convenção democrata, onde Obama aceitará a nomeação democrata em um estádio de futebol para 75 mil pessoas, é daqui a uma semana e sua maior decisão --um companheiro de chapa-- é aguardada para os próximos dias.
Quem o acompanhará na chapa? A campanha não dá dicas, mas as opções incluem os senadores por Indiana Evan Bayh, por Delaware, Joseph Biden e os governadores do Kansas, Kathleen Sebelius, da Virgínia, Tim Kaine, e do Novo México, Bill Richardson.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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