Mundo
20/08/2008 - 07h33

Obama investe em anúncios contra McCain para ganhar Estados cruciais

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da Folha Online

O candidato democrata Barack Obama iniciou uma dura campanha negativa contra seu rival republicano John McCain. Em uma série de comerciais exibidos em Estados considerados cruciais para as eleições gerais, ele desenha o rival como um candidato distante das lutas econômicas da classe média.

Em Filadélfia, East Lansing, Green Bay e outras cinco grandes cidades de Michigan e Wisconsin, a equipe democrata exibe um comercial que contrasta uma declaração de McCain --"nós vivemos um tempo muito bom, próspero com baixo desemprego"-- com pessoas fazendo declarações como "os preços da gasolina estão altos, os preços do leite estão altos".

O comentário, aponta reportagem do jornal americano "The New York Times", foi retirado de um debate em janeiro, quando a economia estava reconhecidamente melhor e, tirado do contexto, não inclui a parte na qual o senador republicano reconhece "o duro caminho" à frente. Leia íntegra, em inglês

Já em Des Moines e Tampa na Flórida e outras dez grandes cidades da região, Obama lançou um comercial no qual "divulga" um suposto livro de McCain: "Apóie George Bush 95% do tempo e continue gastando US$ 10 bilhões por mês na Guerra do Iraque". O anúncio aproveita para reforçar a tática democrata de comparar McCain ao impopular presidente Bush.

Somente no domingo, aponta ainda o jornal, a campanha de Obama gastou quase US$ 400 mil para exibir estes dois anúncios mais de 600 vezes, quase dois terços dos comerciais que ele exibiu no dia, segundo o Grupo de Análise de Mídia de Campanha da TNS Media Intelligence, que monitora propaganda política.

Contra-ataque

Obama, cujo principal lema é transcender as políticas tradicionais, está usando uma técnica moderna na qual divulga os comerciais primeiro para a mídia para conquistar divulgação e atenção dos eleitores antes mesmo de chegar à televisão.

Segundo o "NYT", os comerciais negativos refletem o tom mais ácido da campanha democrata ao se aproximar de sua convenção nacional, que será realizada na próxima semana e que oficializará a candidatura de Obama.

Eles respondem ainda a ansiedade da equipe de Obama que estava insatisfeita com a falta de reação e respostas duras aos ataques do republicano McCain.

"Se você pode ser discretamente negativo, isso é o que ele fez. Eu acho que a percepção é que ele ainda está fazendo uma campanha positiva", disse Evan Tracey, presidente do grupo de análise de propagandas.

Para manter esta imagem, Obama investe também em muitos comerciais positivos sobre sua candidatura em escala nacional. "É uma estratégia muito inteligente, discreta, do policial bom e mau", completou Tracey.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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