Obama investe em anúncios contra McCain para ganhar Estados cruciais
da Folha Online
O candidato democrata Barack Obama iniciou uma dura campanha negativa contra seu rival republicano John McCain. Em uma série de comerciais exibidos em Estados considerados cruciais para as eleições gerais, ele desenha o rival como um candidato distante das lutas econômicas da classe média.
Em Filadélfia, East Lansing, Green Bay e outras cinco grandes cidades de Michigan e Wisconsin, a equipe democrata exibe um comercial que contrasta uma declaração de McCain --"nós vivemos um tempo muito bom, próspero com baixo desemprego"-- com pessoas fazendo declarações como "os preços da gasolina estão altos, os preços do leite estão altos".
O comentário, aponta reportagem do jornal americano "The New York Times", foi retirado de um debate em janeiro, quando a economia estava reconhecidamente melhor e, tirado do contexto, não inclui a parte na qual o senador republicano reconhece "o duro caminho" à frente. Leia íntegra, em inglês
Já em Des Moines e Tampa na Flórida e outras dez grandes cidades da região, Obama lançou um comercial no qual "divulga" um suposto livro de McCain: "Apóie George Bush 95% do tempo e continue gastando US$ 10 bilhões por mês na Guerra do Iraque". O anúncio aproveita para reforçar a tática democrata de comparar McCain ao impopular presidente Bush.
Somente no domingo, aponta ainda o jornal, a campanha de Obama gastou quase US$ 400 mil para exibir estes dois anúncios mais de 600 vezes, quase dois terços dos comerciais que ele exibiu no dia, segundo o Grupo de Análise de Mídia de Campanha da TNS Media Intelligence, que monitora propaganda política.
Contra-ataque
Obama, cujo principal lema é transcender as políticas tradicionais, está usando uma técnica moderna na qual divulga os comerciais primeiro para a mídia para conquistar divulgação e atenção dos eleitores antes mesmo de chegar à televisão.
Segundo o "NYT", os comerciais negativos refletem o tom mais ácido da campanha democrata ao se aproximar de sua convenção nacional, que será realizada na próxima semana e que oficializará a candidatura de Obama.
Eles respondem ainda a ansiedade da equipe de Obama que estava insatisfeita com a falta de reação e respostas duras aos ataques do republicano McCain.
"Se você pode ser discretamente negativo, isso é o que ele fez. Eu acho que a percepção é que ele ainda está fazendo uma campanha positiva", disse Evan Tracey, presidente do grupo de análise de propagandas.
Para manter esta imagem, Obama investe também em muitos comerciais positivos sobre sua candidatura em escala nacional. "É uma estratégia muito inteligente, discreta, do policial bom e mau", completou Tracey.
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Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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