Mundo
20/08/2008 - 09h34

Para manter conservadores, McCain se abstém da nova plataforma republicana

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colaboração para a Folha Online

A Convenção Nacional Republicana, que acontece entre 1º e 4 de setembro, trará a nova plataforma republicana, a lista de diretrizes que orientam os políticos eleitos e mostram o posicionamento do partido sobre os mais diversos assuntos.

Normalmente moldadas em torno das políticas de seu candidato presidencial, a plataforma deste ano será marcada pela ausência de seu nome mais importante neste ano: o candidato presidencial John McCain.

Sob críticas de que é liberal demais para os republicanos --um partido historicamente associado ao conservadorismo-, McCain preferiu deixar o trabalho de reescrever a plataforma para os delegados e manteve suas propostas somente na campanha presidencial.

O senador por Arizona, aponta reportagem do jornal americano "Wall Street Journal", diverge da linha majoritário de seu partido em temas importantes e polêmicos para os eleitores republicanos, como combate ao aquecimento global, permissão do estudo com células-tronco e reforma das leis de imigração.

Ele é uma "voz no processo", explica Steven Duffield, diretor-executivo do comitê que define a nova plataforma.

"Os delegados estão trabalhando nisso e nós deixaremos eles trabalharem como querem na plataforma", concordou Jill Hazelbaker, porta-voz da campanha de McCain. A idéia é não causar --ou ressaltar-- os atritos entre a ala mais conservadora do partido e o senador, uma medida perigosa a menos de três meses das eleições.

Por isso, aponta o jornal, há pouca chance de que as diferenças entre as propostas de McCain e a linha tradicional republicana causem conflitos na convenção. Assim, a plataforma deste ano não deve refletir, como aconteceu nas últimas campanhas, a própria plataforma presidencial de McCain.

O diretor de campanha de McCain, Rick Davis, pediu que o comitê republicano "tente devolver à plataforma os princípios que os trouxeram até aqui". A afirmação sugere, aponta o "Wall Street", diretrizes que não forcem os conservadores a aceitar as posturas mais liberais de McCain, mas que também não levem o candidato a se comprometer com toda a agenda conservadora --algo que poderia lhe custar votos independentes.

O mais importante para a campanha de McCain é acabar com a referência ao atual e impopular presidente george W. Bush. Segundo o jornal "Washington Post", das cem páginas da declaração de princípios apenas nove não citam o nome do atual presidente, o que indica que todo o texto tem que ser reescrito para apagar as marcas de seu mandato.

Por enquanto, até mesmo os 112 membros do comitê não sabem ao certo qual será o tom do texto e alguns deles nem ao menos esperam ver uma preliminar do documento antes de sua apresentação oficial, em Minnesota.

Eleitores

Uma das razões para esta incerteza é a nova estratégia lançada pelo Partido Republicano. Este ano, eles pediram aos eleitores que comentassem e sugerissem temas que consideram importantes para a plataforma.

Segundo o partido, milhares de eleitores já se cadastraram no site e enviaram comentários. Entre os temas propostos pelo partido para a discussão estão educação, segurança nacional e "proteger os valores americanos".

Na lista, aponta o "Wall Street", estão temas como tornar o inglês a língua oficial, promover energia solar e eólica e acabar com a oposição ao casamento gay.

Por enquanto, eles não dizem exatamente como usarão estes comentários na elaboração do texto ou mesmo quais destes assuntos serão inclusos.

Os membros do comitê têm dois dias para debater o texto e alterá-lo antes de sua apresentação na Convenção. A plataforma é o primeiro item na agenda do evento e deve acontecer longe dos olhos da mídia.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
13 opiniões
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