Espanha confirma 45 mortes, diz "El País"; número pode passar de cem
da Folha Online
Ao menos 45 pessoas morreram e 57 ficaram feridas no acidente envolvendo um avião da companhia Spanair que aconteceu por volta das 15h desta quarta-feira (10h em Brasília) no aeroporto de Barajas, em Madri (Espanha). A informação foi passada ao jornal "El País" por fontes do Ministério do Interior.
De acordo com o jornal "El Mundo", porém, o desastre é muito maior, e o número pode chegar a cem.
| Arte/Folha Online |
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O avião realizava o vôo 5022, de Madri para Las Palmas, e, conforme a agência de notícias Efe, é modelo MD-90. Havia 162 passageiros, seis tripulantes em serviço e quatro em trânsito a bordo. Os jornais "El País" e "El Mundo" afirmam que o vôo compartilhava o código LH 255, da companhia Lufthansa.
O Itamaraty não sabe se havia brasileiros a bordo.
Para atender familiares e amigos de possíveis vítimas, a Spanair abriu um número de telefone: 00 34 800 400 200.
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Não há confirmação sobre as circunstâncias do acidente mas, conforme testemunhas ouvidas pelo 'El País', o motor esquerdo pegou fogo durante o procedimento de decolagem. O piloto, então, teria realizado o pouso emergencial. Há suspeitas de que a aeronave tenha tido falhas antes de decolar, uma vez que sua saída estava marcada, originalmente, para as 13h --ou seja, a decolagem ocorria com cerca de duas horas de atraso.
Uma grande nuvem de fumaça cobre o terminal. O fogo foi dado controlado por volta das 17h, ainda conforme a imprensa espanhola.
O acidente aconteceu na pista 6 do Terminal 4, e os acessos à região foram bloqueados pela Guarda Civil. Equipes de resgate também organizaram corredores para facilitar a retirada de feridos. Segundo a rede de TV CNN, todo o aeroporto foi paralisado. Não há informações sobre a retomada do funcionamento.
Barajas
O aeroporto de Barajas é tão extenso que possui linhas de ônibus, trem e esteiras rolantes para o deslocamento de passageiros. Somente no ano passado, ele recebeu 52 milhões de passageiros. Para efeito de comparação, o aeroporto de Cumbica, em Guarulhos (Grande São Paulo), recebeu cerca de 18 milhões e o de Congonhas (zona sul de São Paulo), cerca de 15 milhões, no mesmo período.
O Terminal 4, onde o acidente teria ocorrido, foi inaugurado no mês de fevereiro de 2006, quando foi realizada uma ampla reforma com um projeto dos arquitetos Antonio Lamela e Richard Rogers.
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