Mundo
20/08/2008 - 15h41

Grupo pede que McCain e Obama suspendam campanha em 11 de setembro

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colaboração para a Folha Online

Um grupo de famílias de vítimas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 contra os Estados Unidos pediu que os candidatos presidenciais John McCain e Barack Obama não exibam propagandas e não façam campanha no dia em que os atentados completam sete anos.

"Pedimos que vocês e os seus funcionários reservem parte desse dia sagrado a serviços comunitários, honrando o espírito de unidade que agregou nossa nação pouco depois dos ataques terroristas", afirmou o grupo, dizendo que o gesto seria um sinal de respeito às vítimas.

O grupo chamado MyGoodDeed.org foi formado em 2003 com o objetivo de transformar o 11 de setembro em um dia nacional para as obras de caridade.

Alice Hoagland, membro do quadro diretor da MyGoodDeed.org e que perdeu seu filho Mark Bingham na queda do vôo 93 na Pensilvânia, disse que os ataques do 11 de Setembro criaram um sentimento de unidade e de compaixão entre os norte-americanos.

"Então, não fazia importância saber qual partido alguém apoiava ou se uma determinada pessoa vinha de um Estado direitista ou esquerdista", afirmou, em comunicado. "Naquele momento, éramos todos seres humanos. E é importante que encontremos uma forma de, a cada ano, no 11 de Setembro, honrarmos aquele espírito de união e de mantê-lo vivo."

As cartas enviadas a Obama e a McCain convidam-nos ainda a participar de uma Cúpula do Serviço Comunitário a ser realizada em Nova York no próximo dia 11. Segundo o grupo, o evento seria uma oportunidade para "um fórum apartidário" no qual os candidatos poderão falar dos eventos do 11 de Setembro e da importância do serviço comunitário.

O porta-voz republicano Brian Rogers disse que o senador por Arizona não planeja exibir propagandas neste dia. "O 11 de Setembro não é dia para políticas", disse. Ele afirmou ainda que McCain concordou em comparecer ao evento.

Já a campanha de Obama disse que planeja interromper a exibição de anúncios criticando McCain. "Nós esperamos que 11 de Setembro seja um dia no qual os americanos se unam e reafirmem nossa resolução para lidar com desafios comuns que encaramos juntos", disse Hari Sevugan, porta-voz democrata, que acrescentou que o democrata está falando com os realizadores do evento sobre uma possível participação.

O grupo disse que pretende enviar cartas semelhantes para todos os candidatos a vagas do Congresso pedindo-lhes que suspendam suas campanhas no dia dos sete anos dos ataques.

Quase 3.000 pessoas morreram quando três aviões seqüestrados foram jogados contra o World Trade Center, em Nova York, e contra o Pentágono, em Washington. Um quarto avião seqüestrado caiu na zona rural da Pensilvânia.

Os senadores democratas Charles Schumer e Hillary Clinton, ambos de Nova York, incluem-se entre os membros do quadro de consultores da MyGoodDeed.org, que diz contar com o apoio da maior parte das famílias do 11 de Setembro e de organizações de ajuda.

Com Reuters e Associated Press

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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