Passageiros da Spanair se recusam a viajar após acidente em Madri
da Efe, em Madri
Passageiros de diferentes vôos da Spanair lotaram os balcões da companhia aérea para informar que se recusavam a viajar e para reivindicar sua bagagem, já despachada, devido ao clima de comoção gerado pelo acidente ocorrido nesta quarta-feira no aeroporto de Barajas, em Madri (Espanha).
A comoção foi aumentando à medida que se conhecia a amplitude do acidente, no qual morreram cerca de 140 pessoas e outras 25 ficaram feridas.
O acidente fez com que muitos outros passageiros ficassem em terra porque a Spanair, assim como outras companhias, teve que cancelar alguns de seus vôos devido à redução de pousos e decolagens imposta em Barajas.
Funcionários do aeroporto que colaboraram nos trabalhos de resgate disseram à agência Efe que o avião estava "partido em pedaços". O impacto foi "tão brutal que o motor estava embutido na cabine", e que a maioria dos corpos resgatados estava carbonizada.
As mesmas fontes informaram que o avião acidentado tinha saído com quase duas horas de atraso, e que logo após decolar perdeu altura e caiu no limite norte das cabeceiras do aeroporto de Madri.
Membros das tripulações das diferentes companhias que operam neste aeroporto da capital espanhola mal conseguiam esconder o nervosismo e a tristeza, quando, logo após ocorrer o acidente, foram informados de que podia haver muitos mortos.
O estado contrastava com a calma dos viajantes, que, no início, não souberam do acidente, pouco visível --só se viam duas colunas de fumaça--, dos quatro terminais.
À medida que o tempo passava, a preocupação tomava conta dos viajantes, de tal forma que muitos começaram a cogitar não pegar seu avião, porque "hoje não é um bom dia para voar", como disse à Efe um casal de jovens.
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