Mundo
21/08/2008 - 07h57

McCain gasta US$ 32 milhões e Obama US$ 55 milhões em julho

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da Associated Press
colaboração para a Folha Online

Em uma campanha presidencial de grande escala, os candidatos Barack Obama e John McCain gastaram juntos US$ 87 milhões (R$ 141,3 milhões) apenas no mês de julho para manter milhares de propagandas na televisão e eventos por todo o país.

O democrata Obama reportou um gasto de US$ 55 milhões (R$ 89,3 milhões) no mês passado, seu maior gasto mensal desde que começou a campanha pela nomeação democrata, ainda no ano passado. Deste custo, equivalente a sua melhor arrecadação, em fevereiro deste ano, US$ 33 milhões foram apenas para produzir e veicular propagandas.

Já o republicano McCain, com números mais modestos, gastou US$ 32 milhões (R$ 52 milhões) em julho, também seu maior gasto mensal nesta campanha pela Casa Branca, dois terços deste valor, cerca de US$ 22 milhões (R$ 35,7 milhões) foram destinados à guerra de propagandas que faz contra Obama.

Documentos entregues à Comissão Federal Eleitoral nesta quarta-feira mostram que Obama arrecadou US$ 50 milhões (R$ 81,2 milhões) em julho e tinha cerca de US$ 66 milhões (R$ 107,2 milhões) em caixa no começo de agosto.

Já McCain arrecadou mais de US$ 26 milhões (R$ 42,2 milhões) durante o mesmo mês e tinha em caixa apenas US$ 21 milhões (R$ 34,1 milhões) no começo de agosto.

Os dois candidatos se beneficiam ainda da parceria com seus respectivos partidos nacionais. Do total da arrecadação de McCain, US$ 5,6 milhões (R$ 9,1 milhões) vieram de contribuições feitas a um fundo conjunto com o Comitê Nacional Republicano. Já Obama, como sempre, conquistou uma quantia ainda maior em parceria com o Comitê Democrata, US$ 12,5 milhões (R$ 20,3 milhões).

Gastos

Uma diferença fundamental deve marcar os gastos e arrecadações dos dois candidatos nos próximos meses. McCain aceitou os US$ 84 milhões (R$ 136,5 milhões) do sistema de financiamento público para setembro e outubro, quando sua candidatura estará oficializada.

Isto significa que ele precisa gastar todo o dinheiro em sua conta de campanha até o fim da convenção nacional, que acontece entre 1º e 4 de setembro, ou doar o dinheiro restante ao Comitê Nacional Republicano --que pode investi-lo na campanha do senador.

Obama, contrariando seu compromisso anterior, decidiu recusar o sistema com valores de arrecadação que, muito provavelmente, ultrapassaram o valor do financiamento público.

Em pleno verão americano e Olimpíada de Pequim, quando os eleitores e a mídia parecem diminuir as atenções sobre os candidatos, Obama e McCain investiram a maior parte do dinheiro arrecadado com propagandas na televisão e rádio.

McCain focou seus esforços em 11 Estados cruciais e Obama escolheu 18 locais que considera importantes para sua vitória na votação de 4 de novembro, incluindo alguns Estados que votaram pelos republicanos nas eleições passadas.

Até mesmo a ex-pré-candidata democrata Hillary Clinton arrecadou dinheiro para sua campanha. ainda tentado pagar uma dívida de mais de US$ 20 milhões (R$ 32,5 milhões), ela relatou à Comissão uma arrecadação de US$ 2,5 milhões (R$ 4 milhões).

O valor, muito abaixo das expectativas de sua equipe --que contava com a ajuda de Obama para inflar o número de doações--, ajudou-a a reduzir a dívida de US$ 25,2 milhões (R$ 40,9 milhões) no final de junho para US$ 23,9 milhões no final de julho. Deste valor, cerca de US$ 13 milhões (R$ 21,1 milhões) vieram de empréstimos pessoais feitos pela própria senadora e por seu marido, o ex-presidente Bill Clinton. Ela disse aos seus doadores que usará o dinheiro arrecadado apenas para pagar empresas contratadas pela sua campanha.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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