Mundo
22/08/2008 - 08h10

EUA aconselharam Geórgia que não atacasse Ossétia do Sul, diz embaixador

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da Efe, em Moscou
da Folha Online

O embaixador dos Estados Unidos na Rússia, John Beyrle, afirmou nesta sexta-feira que Washington aconselhou a Geórgia que não atacasse a região separatista da Ossétia do Sul, ao mesmo tempo em que defendeu o desdobramento na região de um contingente internacional de paz.

"Até o último momento tentamos convencer a parte georgiana de não tomar esse rumo. Desde o princípio dissemos que esse conflito não podia ser resolvido pela força", afirma Beyrle em entrevista publicada pelo jornal "Kommersant".

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O diplomata considerou "justificada" a reação das tropas russas à agressão contra suas forças de paz desdobradas na Ossétia do Sul. "Mas agora invadiram solo georgiano e a integridade territorial da Geórgia está em perigo", ponderou.

"Vemos a destruição da infra-estrutura civil e os apelos de diversos políticos para mudar o governo democraticamente eleito da Geórgia. Por isso é que consideramos que a Rússia foi longe demais", disse.

Arte/Folha Online

Beyrle ressaltou que o importante é que agora a Rússia cumpra o plano europeu de cessar-fogo e retirada de tropas. "Quanto antes retornarem as tropas russas ao local onde estavam, mais cedo os observadores internacionais poderão chegar e então, possivelmente, um contingente internacional de paz", disse.

O diplomata destacou que o processo de regra do conflito deve ter como ponto de partida a "integridade territorial da Geórgia".

O ministro de Defesa russo, Anatoli Serdiukov, antecipou ontem à noite que a retirada das tropas russas do território georgiano seria concluída nesta sexta, enquanto a retirada da Ossétia do Sul precisará de dez dias

A Rússia e a Geórgia assinaram um acordo de cessar-fogo na semana passada, mais de uma semana após o começo dos conflitos. Os confrontos tiveram início quando a Geórgia, que é aliada dos EUA, enviou tropas para retomar o controle sobre a Ossétia do Sul, região separatista que declarou independência no começo dos anos 90. Moscou reagiu à ofensiva porque apóia o pequeno território e mantêm forças de paz na região.

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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