Mundo
25/08/2008 - 07h32

Democratas se reúnem em Denver para oficializar a candidatura de Obama

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colaboração para a Folha Online

Nesta segunda-feira, os principais membros do Partido Democrata se reúnem em Denver, Colorado, para a Convenção Nacional Democrata, evento que oficializa a candidatura de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos.

O evento será realizado às 15h (18h em Brasília), no estádio Invesco Field, do Denver Broncos, equipe de futebol americano. O estádio, com capacidade para 75 mil pessoas, foi escolhido para acolher os milhares de eleitores que Obama costuma atrair aos seus comícios e as centenas de jornalistas de todo o país que se cadastraram para cobrir o evento.

Davis Turner-20.ago.2008/Efe
O democrata, Barack Obama, deverá ser oficializado hoje como candidato do partido
O democrata, Barack Obama, deverá ser oficializado hoje como candidato do partido

É na convenção que os delegados de todos os Estados do país oficializam seus votos --que refletem a votação dos eleitores nas primárias democratas-- e que os superdelegados, cerca de 800 líderes partidários e políticos eleitos que podem escolher independentemente da votação popular, definem qual dos pré-candidatos apoiarão.

Embora Obama esteja em plena campanha presidencial desde que conquistou a nomeação, em junho, é apenas na convenção que o Partido Democrata o apresenta oficialmente como seu candidato e reforça não apenas as suas propostas políticas mas as críticas e pontos fracos do seu rival republicano, John McCain.

"É uma oportunidade incrível para contar ao povo americano sua visão para o país e o que você fará como presidente e isso pode mudar as dinâmicas das eleições", disse o consultor democrata Chris Kofinis. Para muitos dos eleitores americanos, esta será a primeira vez que prestam atenção na campanha presidencial com as eleições a menos de dois meses.

E neste primeiro dia de convenção --que vai até esta quinta-feira (28)--, caberá a Michelle Obama, mulher do senador por Illinois, falar sobre a vida e histórico político do democrata. Segundo os organizadores, ela deve focar no trabalho comunitário do marido e em seu lema central de mudança na política de Washington.

Na agenda desta segunda estão também discursos de Nancy Pelosi, presidente da Casa dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados), a senadora Claire McCaskill, o prefeito de Denver, John Hickenlooper, e Craig Robinson, irmão mais velho de Michelle.

Os democratas aproveitam também para fazer uma homenagem ao senador Edward Kennedy, um ícone do partido que atualmente enfrenta um câncer de cérebro.

Holofotes

As convenções nacionais (a republicana será realizada na próxima semana) são também uma ótima oportunidade de recuperar a atenção nacional da mídia e dos eleitores afastados pelo verão americano e pela Olimpíada de Pequim.

Junto com a escolha do vice-presidente, que discursa sempre na terceira noite da convenção, e com os debates presidenciais, as convenções são os maiores eventos do calendário eleitoral.

"As convenções oferecem um grande holofote nacional para ambos os candidatos, uma chance de ter o palco quando os eleitores estão efetivamente prestando atenção", disse Kofinis.

E para não perder a oportunidade, Obama contará com nomes como o da apresentadora Oprah Winfrey para atrair espectadores para a convenção e votos para as urnas.

Salto

A convenção é a oportunidade também de ampliar a vantagem de Obama nas pesquisas de opinião. Segundo o instituto de pesquisas Gallup, a convenção pode causar um "salto" de cinco pontos percentuais nas pesquisas de opinião.

Em quase todas as convenções nacionais desde 1964, os candidatos presidenciais presenciaram um aumento de seu apoio nas pesquisas após o evento que oficializou suas candidaturas. Este salto já é tradicionalmente esperado pelas equipes de campanha e pesquisadores.

Segundo o Gallup, apenas George McGovern, em 1972, e John Kerry, em 2004, não viram um aumento nas intenções de voto após os eventos nacionais. Já o democrata Bill Clinton, candidato à Presidência em 1992, teve o maior aumento da história. Depois de seu discurso como candidato oficial, ele ganhou 16 pontos percentuais nas pesquisas.

E com uma corrida que se mantém estatisticamente empatada há semanas, cinco pontos percentuais podem fazer toda a diferença para consolidar a vantagem de Obama.

Com Reuters

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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