Mundo
23/08/2008 - 08h52

Após meses de busca, Obama escolhe Joe Biden para vice

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da Folha Online

O candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, surpreendeu os eleitores e a mídia americana e anunciou à meia-noite deste sábado o nome de seu vice, o senador Joseph Biden. Há cerca de dois meses Obama estudava opções para formar uma chapa.

Divulgada por várias redes de televisão americanas dos Estados Unidos, a notícia da indicação saiu antes de ser transmitida aos partidários de Obama por mensagens de texto enviadas a celulares, como a campanha do democrata havia prometido desde o começo do mês.

Três horas mais tarde o site do democrata na internet e as mensagens a celulares confirmavam a notícia: "Barack Obama escolheu o senador Joe Biden para vice".

Joseph Biden, 65, senador por Delaware e presidente do Comitê de Exteriores do Senado, é um dos maiores especialistas democratas em política externa. Com décadas de experiência em segurança nacional, Biden deve trazer maior experiência internacional a candidatura de Obama, o ponto fraco do democrata segundo analistas.

Divulgação
Joe Biden
Joe Biden foi escolhido para vice-presidente de Barack Obama

Extrovertido, bom argumentador e mordaz orador, Biden reúne os três requisitos que Obama procura em um companheiro de chapa eleitoral: está preparado para ser presidente, será capaz de ajudá-lo a governar e, sobretudo, tem idéias próprias.

Desde o começo desta semana, a expectativa da nomeação do vice de Obama estampava as capas dos principais jornais e revistas americanos. A campanha do democrata fez mistério e alugou para a tarde deste sábado o Old State Capitol, um prédio histórico em Springfield, Illinois, sem revelar quando seria anunciada a escolha do companheiro de chapa de Obama.

Nestes três meses de campanha presidencial, muitos nomes foram especulados para a chapa democrata. Biden estava entre os três mais cotados, ao lado do governador da Virgínia, Tim Kaine, e o senador por Indiana, Evan Bayh.

Ele também era o favorito para ocupar o lugar de vice até mesmo nas mais recentes apostas no site irlandês Intrade, pioneiro em apostas de todo tipo na internet.

Somente ontem se soube que Kaine e Bayh, haviam "saído" da lista.

Nesta quarta-feira (20), Obama elogiou o senador por sua proposta no Comitê de Relações
Internacionais de US$ 1 bilhão adicionais para projetos de reconstrução na Geórgia, após a invasão russa.

"Quero alguém capaz de desafiar minhas idéias e não simplesmente alguém que diga sim para tudo", afirmou Obama na sexta-feira, quando revelou que já tinha escolhido quem seria seu vice, sem dizer o nome do eleito.

Ele disse ainda que estava procurando mais do que apenas um parceiro de chapa. "Quero alguém independente, alguém que me ajude a enxergar além das minhas noções pré-concebidas e me desafie para que tenhamos debates robustos na Casa Branca."

Desde então, tudo apontava para a designação de Biden, que veio a público à meia-noite do sábado, mais de doze horas antes de o candidato democrata comparecer com seu novo companheiro de chapa em Springfield, Illinois, onde farão o primeiro comício conjunto.

Foi precisamente nesta localidade, terra adotiva do 16º presidente dos EUA, Abraham Lincoln, o homem que aboliu a escravidão no país, que Obama lançou, sua candidatura à Presidência, em fevereiro de 2007.

Após esta "apresentação à sociedade", ambos os senadores devem realizar uma breve viagem pelos Estados eleitoralmente mais difíceis do país antes de desembarcar em Denver, Colorado, para participar da Convenção Democrata que começa na segunda-feira e na qual serão oficializadas suas candidaturas.

Quem é Joseph Biden

Senador democrata pelo Estado de Delaware, Joseph Robinette Biden Jr. está em seu sexto mandato e é um dos políticos há mais tempo em atividade. Biden foi um dos pré-candidatos democratas à Presidência neste ano, mas deixou a corrida após o "caucus" de Iowa e agora figura na lista de prováveis candidatos a vice.

Nascido em 20 de novembro de 1942, em Scranton, Pensilvânia, Biden teve praticamente toda sua vida política atrelada ao Senado. De família católica irlandesa, ele se formou em História e Ciências Políticas pela Universidade de Delaware, em 1965, e em Direito na Universidade de Syracuse, em 1968. Fora da política, atuou como advogado e defensor público na cidade de Wilmington, Delaware.

Em 1970, Biden foi eleito ao conselho do Condado de New Castle (equivalente ao cargo de vereador). Em 1972, aos 29 anos, venceu a primeira eleição para o Senado, sendo o quinto senador mais jovem da história americana.

Em 18 de dezembro de 1972, a mulher e os três filhos de Biden sofreram um grave acidente automobilístico. A mulher, Nellia, e uma das filhas, Naomi, morreram no acidente. Diante do trauma, Biden pensou em renunciar, mas, após apelos da liderança do Partido Democrata, é empossado, ao lado dos leitos hospitalares dos dois filhos que sobreviveram.

Para cuidar dos filhos, ele continuou morando em Wilmington e indo de trem todos os dias até Washington, hábito que mantém até hoje.

Com Efe e France Presse

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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