Violência na Caxemira mata 12 separatistas e 4 soldados indianos
da Efe, em Nova Déli
Doze separatistas vindos do Paquistão e quatro soldados do Exército indiano morreram em confrontos registrados nos últimos dois dias no norte da fronteira da Caxemira, afirmaram neste sábado fontes militares da Índia.
Os combates continuam hoje em Machil, no distrito de Kupwara, disse uma fonte militar citada pela agência PTI.
"Sete milicianos foram mortos nas trocas de fogo mais recentes, na madrugada passada", contou a fonte, que acrescentou que não houve baixas entre soldados indianos hoje.
Um dos mortos do lado indiano era um coronel.
Segundo outra fonte militar citada pela agência Ians, os confrontos começaram na quinta-feira à noite, quando os separatistas do lado paquistanês tentaram atravessar a fronteira.Trata-se do combate com maior número de mortos este ano.
A Caxemira é um território disputado por Paquistão e Índia desde a independência dos dois países, em 1947, e encontra-se dividida por uma linha de controle provisória na qual vigora um frágil cessar-fogo.
A Índia acusa o Exército do Paquistão de apoiar os separatistas na Caxemira indiana - cuja população é majoritariamente muçulmana - e de facilitar as invasões de terroristas em seu território.
Nas últimas semanas, as duas partes se acusaram de violar o cessar-fogo.
A Caxemira vive hoje um novo dia de greve convocado pela Conferência Hurriyat, um dos principais grupos separatistas muçulmanos.
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