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23/08/2008 - 18h28

Veja perfil de Joe Biden, pré-candidato democrata à vice-presidência dos EUA

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colaboração para a Folha Online

Senador democrata pelo Estado de Delaware, Joseph Robinette Biden Jr. está em seu sexto mandato e é um dos políticos há mais tempo em atividade nos Estados Unidos. Ele foi um dos pré-candidatos democratas à Presidência neste ano, mas deixou a corrida após o "caucus" de Iowa, e agora foi escolhido para ser o vice-presidente na chapa de Barack Obama.

Nascido em 20 de novembro de 1942, em Scranton, Pensilvânia, Biden teve praticamente toda sua vida política atrelada ao Senado. De família católica irlandesa, ele se formou em História e Ciências Políticas pela Universidade de Delaware, em 1965, e em Direito na Universidade de Syracuse, em 1968. Fora da política, atuou como advogado e defensor público na cidade de Wilmington, Delaware.

Em 1970, Biden foi eleito ao conselho do Condado de New Castle (equivalente ao cargo de vereador). Em 1972, aos 29 anos, venceu a primeira eleição para o Senado, sendo o quinto senador mais jovem da história americana.

Divulgação
Joe Biden
Joe Biden foi escolhido por Barack Obama para vice em sua chapa

Em 18 de dezembro de 1972, a mulher e os três filhos de Biden sofreram um grave acidente automobilístico. A mulher, Nellia, e uma das filhas, Naomi, morreram no acidente. Diante do trauma, Biden pensou em renunciar, mas, após apelos da liderança do Partido Democrata, é empossado, ao lado dos leitos hospitalares dos dois filhos que sobreviveram.

Para cuidar dos filhos, ele continuou morando em Wilmington e indo de trem todos os dias até Washington, hábito que mantém até hoje.

Biden foi escolhido para ser vice de Obama devido à sua larga experiência em assuntos internacionais. Em 1975, Biden entrou no Comitê de Relações Internacionais do Senado, que ele preside desde 2001. Com isso, sua trajetória no Senado ficou fortemente ligada às questões de política externa.

Na década de 1990 se dedicou à resolução dos conflitos nos Balcãs. Após os ataques de 11 de setembro de 2001, foi favorável às invasões do Afeganistão e do Iraque pelo governo de George W. Bush.

Biden também é membro do Comitê Judiciário do Senado, que presidiu entre 1987 e 1995. Lá se tornou um dos líderes nas questões de combate ao crime e tráfico de drogas e combate ao terrorismo.

Em 1988, foi pela primeira vez pré-candidato à Presidência, sendo derrotado nas primárias. Nas eleições de 2004 foi considerado provável candidato a vice na chapa de John Kerry, mas negou o convite, dizendo que Kerry deveria escolher o atual candidato republicano John McCain como vice para ter chances de derrotar Bush.

Desde que saiu da disputa pela nomeação, Biden apóia a candidatura de Barack Obama. Ele cometeu uma das mais famosas gafes da campanha ao comentar que "pela primeira vez temos um candidato negro que é articulado, inteligente e bem apessoado" ao se referir a Obama.

Comentários dos leitores
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
Luciano Edler Suzart (34) 09/10/2009 10h20
A situação é periclitante, se antigamente se concedia o Nobel da Paz a quem de algum modo, plantava a paz no mundo, hoje (dada a escassez de boa fé geral) se concede o prémio a quem não faz a guerra... Como diria o sábio Maluf: "Antes de entrar queria fazer o bem, depois que entei, o máximo que conseguí foi evitar o mal"
Só assim pra se justificar esse Nobel a Obama, ou podemos ver como um estímulo preventivo a que não use da força bélica que lhe está disponível contra novos "Afeganistões" do mundo.
sem opinião
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honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
honório Tonial (2) 16/05/2009 21h47
Considero ecelente vosso noticiario. Obrigado, aos 83 anos de mnha vida, 5 opiniões
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Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Marcello Sokal (73) 07/02/2009 12h01
Óbvio que não poderiam aceitar,pois não teriam respostas claras para as legítimas questões do presidente iraniano,esse sim um verdadeiro estadista que sabe da verdade dos fatos e não tem receio de buscar responsabilizar os culpados. A política imperialista norte-americana é velha conhecida mas pessoas convenientemente "esquecem" disso - não respeitam a soberania das nações e se arvoram em ser os "defensores da liberdade" - é o país que mais se envolveu em guerras,revoluções,invasões e intervenções da história da humanidade.A única nação que já bombardeou outro país (na verdade cidades,repletas de civis inocentes) utilizando armas nucleares. O apoio norte-americano a Israel é uma vergonha, apoiando todo tipo de atrocidade possível,dando carta branca e fornecendo armas de alta tecnologia.
Em resumo: o grande vilão nisso tudo não é o Irã....mas tem tolo que prefere não ver influenciado pelo mentiroso american-way-of-life,lamentável.
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