Mundo
24/08/2008 - 13h29

Sarkozy convoca UE para cúpula sobre a Geórgia

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da Efe, em Paris

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, que atualmente está à frente da presidência rotativa da União Européia (UE), convocou os chefes de Estado do bloco para uma cúpula em Bruxelas no dia 1º de setembro que discutirá "a crise da Geórgia", informou neste domingo o palácio do Eliseu.

A cúpula também abordará "o futuro das relações da UE com a Rússia", acrescentou o comunicado.

Desde o início de agosto, Rússia e Geórgia entraram em conflito, depois que tropas georgianas atacaram separatistas na Província pró-russa da Ossétia do Sul, que mantém governo autônomo desde a década de 1990.

Na semana passada, o presidente russo, Dmitri Medvedev, assinou um acordo com Sarkozy, no qual se comprometia a retirar suas tropas da Geórgia até sexta-feira (22) e respeitar a soberania do país vizinho. Segundo a Rússia seriam mantidos na Geórgia apenas 500 soldados para uma força de paz que defendesse os ossetianos.

No entanto, a França e os Estados Unidos acusaram a Rússia de manter tropas na Geórgia e não respeitar os termos de seu acordo de cessar-fogo, ao criar zonas de segurança e postos de controle.

Ajuda humanitária

Neste domingo, chegou à Geórgia o primeiro navio dos Estados Unidos com ajuda humanitária para a população civil, que desembarcou no porto georgiano de Batumi, no Mar Negro.

O cargueiro McFaul, primeiro dos três navios com ajuda esperados hoje em Batumi, se situou na entrada do porto comercial da cidade, que por suas características não pode receber grandes navios de guerra, informou o canal de TV local Rustavi-2.

Ainda é esperada para este domingo a chegada a Batumi de outros dois navios com ajuda dos Estados Unidos, aliado da Geórgia e que já havia enviado há vários dias para o país do Cáucaso um avião com ajuda humanitária em regime de urgência.

Conflito prossegue

Uma porta-voz dos separatistas ossetianos afirmou hoje que a Geórgia está concentrando unidades e material pesado militar na fronteira com a Ossétia do Sul, segundo declaração da agência russa Interfax.

Forças georgianas abriram fogo na madrugada de sábado para domingo em direção ao distrito, provocando a fuga dos habitantes, acrescentou a porta-voz do governo separatista de Tskhinvali, a capital da Ossétia do Sul.

Um dia antes o Parlamento da Geórgia prolongou por mais duas semanas o status de "estado de guerra" no país, alegando que a Rússia não cumpriu com o compromisso de retirar suas tropas do território georgiano para as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

Comentários dos leitores
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
J. R. (1000) 07/10/2009 09h20
Marcel Guazzelli () 04/03/2009 08h56 - Revisando, Sr. Marcel, as nossa informações se complementam. Eu apenas preferiria que Stalin não ficasse no poder, porém sem ele não sei se a Rússia teria vencido. Enfim, as tropas alemãs foram todas dizimadas pelos russos nos Balcãs. sem opinião
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Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Marcel Guazzelli (4) 04/03/2009 08h56
Sr JR, as maiores baixas foram russas, as melhores tropas alemãs estavam no flanco oriental ... só pra citar alguma coisa.... não vou aqui abrir a wikipédia e pegar um monte de números para justificar a minha posição, o que sería muito fácil... Mas atacar velhos e menores de idade, flanco ocidental, tenho absolutamente certeza que foi bem mais fácil 4 opiniões
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J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
J. R. (1000) 27/02/2009 16h08
O Ocidente informava a posição das tropas alemãs e enviava suprimentos e combustíveis para as linhas russas, ó Marcel Guazzelli (2) 04/10/2008 09h21
quando diz "Sr. J.R. , quem mais ajudou para a derrocada alemã foram os russos e não os aliados. Leia mais, por favor... ". Desculpe Sr. Guazzelli, procuro me aprofundar no que leio, portanto não leio pasquins ...
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