65 pessoas morreram em acidente aéreo no Quirguistão, segundo Ministério
da Folha Online
Atualizada às 17h55
Um Boeing 737-200 com 90 pessoas a bordo --83 passageiros e sete tripulantes-- caiu neste domingo pouco após decolar do aeroporto de Manas, em Bishkek (capital do Quirguistão), rumo ao Irã, informou o governo local.
A porta-voz do Ministério da Saúde do Quirguistão, Elena Baialinova, corrigiu o número de mortos para 65. "Morreram 65 passageiros, 22 ficaram feridos e três estão desaparecidos", afirmou à agência France Presse.
O primeiro-ministro do Quirguistão, Igor Chudinov, havia dito mais cedo em uma entrevista no aeroporto que 20 pessoas sobreviveram ao acidente.
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O Boeing 737-200, que tinha Teerã como destino, caiu logo após decolar do aeroporto. "Parece que o piloto reportou um problema técnico e tentou retornar ao aeroporto", informou uma porta-voz do governo local.
Segundo o governo, a lista completa das vítimas e dos sobreviventes será divulgada na madrugada de segunda-feira. Porém, alguns detalhes já foram dados: 51 deles eram chineses, turcos, iranianos e canadenses. Mais 17 eram jogadores de basquete de uma escola do Quirguistão, sendo que sete deles sobreviveram.
18 dos sobreviventes foram levados para hospitais de Bishkek, mas não foi detalhado qual é a situação deles. Chudinov informou que entre esses sobreviventes está o piloto do avião. "Mas é difícil falar com ele agora", disse.
O ministro do Transporte do Quirguistão, Nurlan Sulaimanov, disse que a aeronave, fabricado em 1979, estava em boas condições e tinha sido vistoriado dois meses atrás. O equipamento pertencia à companhia local Itek-Air --que figura na lista de companhias aéreas proibidas de voar para a União Européia. Porém, o avião havia sido fretado pela companhia iraniana Aseman Airlines.
Espanha
Hoje um avião MD-82 da companhia aérea espanhola Spanair interrompeu seu vôo entre Barcelona e o arquipélago das Canárias após um incidente técnico sem gravidade. O incidente ocorreu quatro dias após o desastre com outro de seus MD-82 no Aeroporto Internacional de Barajas, em Madri (capital da Espanha).
O avião teve de aterrissar na manhã deste domingo em Málaga, na Andaluzia (sul), depois que o piloto informou um incidente. Os 141 passageiros foram hospedados num hotel até novo vôo. A natureza do incidente de domingo não foi identificada, segundo a Spanair.
Na quarta-feira (20), o acidente com o avião da mesma empresa deixou 154 mortos e 18 feridos, na mais grave catástrofe aérea da Espanha em 25 anos.
O governo espanhol já identificou 62 corpos, mas admitiu neste domingo que o processo 'está durando mais do que o previsto', segundo declaração do ministro do Interior, Alfredo Pérez Rubalcaba. No sábado (23), Rubalcaba tinha dito que a maioria das 154 vítimas da catástrofe estariam identificadas hoje.
Com agências internacionais
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