Mundo
24/08/2008 - 18h50

Ataque suicida mata 25 durante festa na periferia de Bagdá

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da Associated Press, em Bagdá

Um homem-bomba explodiu neste domingo em Bagdá no meio de uma festa de boas-vindas a um detento iraquiano que havia sido solto pelas forças norte-americanas, matando 25 pessoas e deixando 29 feridas, de acordo com fontes iraquianas.

O ataque suicida ocorreu dentre de uma das várias tendas que haviam sido montadas do lado de fora de uma casa na região de Abu Ghraib, na periferia oeste de Bagdá, segundo moradores e a polícia. Não está claro se o ex-detento está entre as vítimas.

Uma mulher que foi ferida mas pediu para não ser identificada por motivos de segurança disse que estava preparando a comida atrás da tenda quando aconteceu a explosão, por volta das 21h no horário local (15h no horário de Brasília). Ela e seus três filhos foram derrubados pela força da explosão.

Os moradores e a polícia disseram que Ayyid Salim al Zubaie, um xeque local da região majoritariamente sunita, havia convidado dezenas de pessoas para um banquete em homenagem ao seu filho, que havia sido solto da prisão americana de Camp Bucca, no sul do Iraque, no começo do dia.

Os moradores afirmam que o filho do xeque havia se desentendido com integrantes da Al Qaeda quando estava preso e poderia ter sido o alvo do ataque.

Yassir al-Jumaili, médico do hospital da cidade vizinha de Falujah afirmou que 25 pessoas morreram e 29 ficaram feridas no ataque.

Repórter seqüestrada

O ataque ocorreu pouco tempo após o anúncio da prisão de Salim Abdullah Ashur al Shujayri, também conhecido como Abu Othman, considerado líder do grupo que seqüestrou repórteres e voluntários no Iraque. Ele é acusado pelo seqüestro da jornalista americana Jill Carroll, do jornal "Christian Science Monitor", em janeiro de 2006. Carroll foi solta três meses depois.

O anúncio também afirma que Shujayri também está por trás do rapto de pacifistas cristãos e da britânica Margaret Hassan, diretora da entidade humanitária Care International. Hassan foi raptada em outubro de 2004 e apareceu em um vídeo onde dizia que se as tropas britânicas não saíssem do Iraque, ela seria morta. Hassan morreu um mês depois, e seu corpo nunca foi encontrado.

O comunicado também anuncia a prisão de Jyiad al Shammari, considerado um dos líderes da Al Qaeda no Iraque.

 

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